segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Dia 17 e As Mudanças Ocorridas no Movimento Sindical dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais




Olhando para trás vejo a trajetória percorrida até aqui pelo Sindicato Único dos trabalhadores de Educação de Minas Gerais e vejo que muita coisa se modificou no decorrer destes mais de 40 dias de greve, deflagrados no já longínquo dia 08 de Abril e suspenso no dia 26 de Maio numa Assembleia Geral em frente a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A primeira coisa que consigo perceber com essa greve é que houve um amadurecimento muito grande da categoria (que esteve mobilizada desde os primórdios do movimento) em enxergar a relação entre a estrutura funcional do Governo do Estado de Minas Gerais, e as suas relações sujas com a mídia mineira e o Tribunal de (In)Justiça  de Minas Gerais. Os nobres colegas que estiveram presente nessa luta perceberam que as artimanhas do governo são capazes de diversos atos inescrupulosos e que sem sombra de dúvidas, visam a desunião da categoria.

Suspensa a greve era hora de voltar para a sala de aula e nos deparar com os diversos colegas "não grevistas" e suas já velhas frases em tom de provocação: "Eu não disse que essa greve não iria dar em nada!" ou "O que 'vocês' conseguiram com essa greve mesmo?".

Mas foi nesse momento que eu comecei a perceber a clara estratégia do Governo, que até então estava diante dos meus olhos mas de certa forma eu não consegui perceber: O Governo joga a categoria contra a própria categoria pois sabe muito bem que ela é muita das vezes mal informada e com esse jogo, o Governo acaba alcançando o seu objetivo que é fragmentar essa categoria que tem lutado ardentemente para se manter unida e coesa em um só objetivo que é a luta por uma melhoria imediata das condições não só remuneratórias, mas de trabalho dos trabalhadores em educação de Minas Gerais.

Desse modo A Assembleia Estadual do dia 17 assumirá, diante disso, um papel fundamental, diria até, um marco para esta retomada da luta, a ser discutida desde já nas bases da categoria e aprovada no calor dessa Assembleia. É fundamental lotar a Assembleia, com paralisação total das atividades nas escolas. A direção sindical deverá inclusive anunciar nas rádios e jornais a convocação de todos os educadores para a Assembleia, enfatizando a possibilidade de retomada do movimento grevista caso o governo continue enrolando e demonstrando desrespeito para com os educadores.

A possibilidade de uma retomada da greve geral por tempo indeterminado não pode estar descartada. Afinal, lutamos corajosamente durante 47 dias, enfrentamos todos os aparatos a serviço do Governo - a mídia, a justiça, o legislativo, a polícia, todos - e não nos intimidamos. Demos esta pausa acreditando no bom senso do governo que teve a oportunidade de perceber a nossa força e o grande apoio que a comunidade deu à nossa causa. Agora chega o momento de se fazer o debate sobre a proposta encaminhada pelo Governo de Estado após 20 dias de trabalho em conjunto com o Sind-UTE, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALEMG)  às 14:00 do dia 17 de Junho de 2010 (Quinta-Feira). Eu estarei lá presente e você onde vai estar?

Em tempo: As educadoras e os educadores de Minas são as/os lutadores imprescindíveis de Bertold Brecht:

"Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis"



P.S. Quem desejar participar da Assembleia Geral em BH favor ligar para a subsede e confirmar com a Lourdes no telefone: (31)3891-2197. As despesas com a viagem são cobertas pelo Sind-UTE para todos os filiados que desejarem estar presentes a Assembleia.


Paulo Gustavo Grossi da Silva
Diretor de Comunicação
Sind-UTE/Viçosa

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O que a mídia publica e o que deixa de fora

Matéria retirada do blog: http://blogdoeulerconrado.blogspot.com/



Todos nós, mineiros, já sabemos que a grande mídia está amordaçada por um enorme colar de metais que jorram sem cessar no bolso de alguns proprietários dessa mídia. Isso já não é novidade. E é claro que temos jornalistas sérios, que, apesar do cerco imposto por este governo, conseguem cavar pequenos espaços e praticam o bom jornalismo, que abre espaço igual para todas as partes e não mentem descardamente para a população.

Entre os jornais que mais omitem os fatos em relação à nossa greve está o jornal Estado de Minas, que seguramente vai pagar um preço altíssimo por isso: o da falta da credibilidade, coisa que dinheiro nenhum conseguirá cobrir.

Já o jornal O Tempo tem dado uma razoável cobertura para a greve, embora é nítida a diferença entre o espaço generoso que dá ao governo e o minguado espaço que oferece ao sindicato.

Na edição de hoje, o jornal O Tempo publicou alguns comentários que foram feitos no site do jornal. Mas, deixou de publicar os textos completos. Quem sabe por falta de espaços? Por isso, vamos ajudá-lo, publicando aqui no blog o que ele publicou no jornal impresso e o que deixou de publicar. Vamos lá:

No jornal impresso (JI):

"Em 2002, eu recebia o equivalente a três salários mínimos. Hoje, recebo R$500,48, menos que um salário. Minas Avança?

Júlia Leite
Belo Horizonte

No site de O tempo (original):

Vejam bem, em 2002 quando Aécio assumui eu recebia o equivalente a 3(três) salários mínimos. Hoje recebo R$500,48 menos que um 1(hum) salário. Minas Avança? E o choque de gestão????? Foi no bolso do funcionalismo público."

Júlia Leite
Belo Horizonte
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JI: "Minas avança. Avança tão forte que esqueceu que há um povo sábio, que está calado há muito tempo e agora começou a falar".

Adriana
Vespasiano

No site de O tempo (original):

"Não adianta o goveno fazer papel de bonzinho, reunir, reunir e não apresentar a proposta para a maior reivindicação: mudança nas tabelas salariais. E, mesmo assim, depois de fazer uma proposta, seja ela qual for, a assembleia é que decidirá pelo sim ou pelo não. Por isto, acho difícil esta greve terminar 3a feira. Outro ponto, é preciso divulgar a tabela salarial, com abonos e outras vantagens, dos secretários, adjuntos e outros altos cargos do governo de Minas. Por que D. Renata e D. Vanessa não mostram seus demonstrativos??? Além disso, Minas investe alto em propaganda. Regina Casé e outros globais estão aí, para iludir o mineiro sem estudo, por isto educação não é e nunca será prioridade. Também pergunto, para que investir no educador se, apenas com determinações, é possível promover ao ano de escolaridade seguinte os alunos retidos, mesmo que isto seja realizado em abril. Minas avança. Avança tão forte que esqueceu que há um povo sábio, que está calado há muito tempo e agora começou a falar."

Adriana
Vespasiano
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JI: "Não concordo com essa greve pois o outro lado é colocado em segundo plano. Em especial os alunos, que se quiserem que esperem, e percam o ano letivo e suas férias. Contratação já"!

Marcelo
Conselheiro Lafaiete

No site de O tempo (original):

"Não concordo com essa greve pois, o outro lado é colocado em 2º plano, em especial os alunos, que se quiserem que esperem e percam o ano letivo e suas férias que é de direito. Greve fajuta!! Contratação já!!!!!"

Marcelo
Conselheiro Lafaiete
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JI: "Vocês têm todo o direito de lutar, mas sou estudante da rede estadual e estou ficando prejudicada..."

Mykaelle
Ipatinga

No site de O tempo (original):

"Vocês têm todo o direito de lutar pelo direito de vocês, eu sou estudante da rede estadual e estou ficando bastante prejudicada por estar sem aula... Mas eu sei que é um direito seus! Se tiver jeito só quero saber se vocês têm alguma previsão de volta ?!"

Mykaelle
Ipatinga
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Link da matéria original de O Tempo - clique aqui

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Entrevista com a Coordenadora do Sind-UTE MG Beatriz Cerqueira

Essa entrevista foi publicado no jornal O Tempo do dia 20 de Maio, ela foi concedida após o anúncio veiculado na mídia estadual da entrevista coletiva do Governador de Estado Antônio Anastasia, da Secretária de Planejamento e Gestão Renata Vilhena e da Secretária de Estado da Educação Vanessa Guimarães.

Clique na imagem para ampliar

Uma conversa sobre a greve da Rede Estadual

GOVERNO MENTIROSO

Não é de hoje que este governo vem mentindo. Para você lembrar destas mentiras acesse o link do próprio site da Secretaria de Educação de Minas Gerais e leia o que foi prometido em 2008: https://www.educacao.mg.gov.br/imprensa/noticias/1172-secretaria-divulga-comunicado-a-servidores .
Entre as mentiras - pois não é apenas uma -  está a maior delas. Lá você vai ler: " No entanto, a partir de 01 de janeiro de 2010, o valor do piso salarial profissional será desprovido de vantagens pecuniárias e deverá tornar-se vencimento básico inicial das carreiras dos profissionais do magistério da educação básica. A partir de então, sobre o piso deverão incidir vantagens e gratificações previstas nas normas estaduais para cálculo da remuneração mensal do servidor."


 

Agora, em 2010, no auge do nosso movimento, este mesmo governo e a suas corja de secretárias volta a disparar as suas mentiras pela mídia comprada, dizendo que o Sind-UTE não está informando a categoria sobre as negociações.
É uma grande mentira! A proposta foi enviada dia 18/05 às 12: 54 min, a uma hora e 6 min da nossa Assembleia Estadual, por e-mail, com distorções grotescas do que havia sido negociado na reunião do dia 12/05. (Acesse o link e comprove o horário do documento original distorcido enviado pelo Governo - Site da própria SEE:: https://www.educacao.mg.gov.br/images/stories/noticias/18-05-10-documento.pdf

O horário de entrega do documento foi proposital para que estivéssemos desmobilizados para discutí-lo. Depois, o documento com algumas correções foi entregue às 17:00h, já no final da nossa Assembleia.
Se você não recebeu o Boletim Nº 13 do Sind-UTE que contém todos os documentos das negociações, baixe-o no site do nosso sindicato ou diretamente através do link: http://www.sindutemg.org.br/novosite/janela.php?pasta=files&arquivo=424

E o governo ainda insiste em suas mentiras...

Muitos educadores ainda não entenderam

Didática pra entender o que é Piso Salarial

1ª Premissa: Minas Gerais insiste em afirmar que paga o Piso Salarial Nacional;
2ª Premissa: Piso salarial é um termo designado para um valor mínimo em dinheiro a ser pago a um determinado cargo, função ou especialidade em início de carreira;
3ª Premissa: Quando um profissional avança em sua carreira, são acrescentados outros vencimentos ao seu piso salarial para que ele seja mais valorizado. Isto é o Plano de Carreira!

Raciocínio:

Um educador em início de carreira, só com graduação em MG receberá a partir do mês que vem R$ 935,00.
Em MG, quando o educador muda de letra, exemplo, PEB III “A” para “B” é sinal que sua carreira progrediu, certo? Mas ele continuará a ganhar os mesmos R$935,00.
Se ele fizer, especialização ou mestrado ele progrediu na carreira também, certo? Mas continuará a ganhar os mesmos R$935,00.
E por quê? Toda vez que o educador avança na carreira do magistério o governo diminui a PCRM (Parcela Complementar Remuneratória do Magistério) e a VTI (Vantagem Transitória Incorporável)
A PCRM e VTI não fazem parte do piso, elas são apenas mecanismos de achatamento salarial. Se fizessem parte do piso elas teriam o mesmo valor para todos da nossa categoria.
Entendeu agora o que é Piso Salarial? E ai turma, Minas paga o piso? Alguma dúvida? Alguma pergunta?
Texto: Prof. Márcio Mól

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Repercussão na Mídia

Após mais de 40 dias de greve o Governo do Estado de Minas Gerais não sabe o porquê da greve dos professores ter continuado, na verdade alguns jornalistas da mídia mineira já entenderam a mensagem agora só falta o governo fazer a sua parte. Veja abaixo a divulgação pela mídia mineira dos 40 dias de greve:

Jornal O Tempo
Blog do Benny (Editor da TV Alterosa)
Portal G1 
Portal UAI (Estado de Minas)
Jornal Hoje Em Dia 
TV Alterosa 
MG TV (Globo) 

Vídeo da Assembleia do dia 18/05/10 - (Resumo):" O Governo Mentiroso!"


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Governo mentiroso "votou" pela continuidade da greve

A espectativa para a Assembleia de ontem (18/05) era para uma posível interrupção da greve.
O que o Governo havia prometido verbalmente na negociação do dia 12/05 não foi cumprido documentalmente.
O Sind-UTE recebeu um documento às 13:00h, uma hora antes da Assembleia Geral, com distorções do que havia sido negociado. Este Governo mais uma vez tentou nos enganar.
Assim, em Assembleia Geral, decidimos pela continuidade da greve até que tenhamos em mãos um documento que atenda as nossas reivindicações e anistie os dias de greve.
Sobre os dias em greve, nós educadores queremos receber antes e depois repor os dias paralisados para não correr o risco de acontecer como a greve de 2003, onde os professores até hoje não receberam os dias repostos.
A proposta do Sind-UTE é que só vamos repor os dias paralisados se recebermos antes, pois não faz sentido "pagar" uma coisa que não estamos "devendo".