terça-feira, 5 de julho de 2011

Programa Cidade Alerta da rádio Montanhesa AM abre espaço para o Sind-UTE Viçosa

O Diretor de Comunicação do Sind-UTE Viçosa, Paulo Gustavo Grossi da Silva participou ontem (04-07) às 08:50 da manhã do programa Cidade Alerta apresentado por Paulinho Brasília na Rádio Montanhesa AM 1500.

A participação foi importante, pois foi possível estabelecer um diálogo mais direto com a população de Viçosa e região, esclarecendo as pessoas de um modo geral os motivos que levaram a deflagração da nossa greve, como anda as negociações do governo com a categoria (que até agora não aconteceu), as principais dúvidas a respeito da Lei Federal 11.738/2008 que instituiu o Piso Nacional Salarial Profissional (PSPN), que o Governo de Minas não cumpre e a realidade da educação em Minas Gerais.

O apresentador Paulinho Brasília fez algumas indagações quanto ao quadro geral da greve na cidade de Viçosa, que hoje se encontra em torno de 80% paralisada (mas em todas as escolas de Viçosa há pessoas em greve) e sobre as negociações mais recentes envolvendo a Rede Municipal de Viçosa e o Sind-UTE.

A participação do Sind-UTE Viçosa no programa foi uma ótima oportunidade para podermos tirar as dúvidas dos pais dos nossos alunos a respeito dos professores não grevistas, que vem trabalhando com uma sobrecarga de conteúdo sobre os alunos (exemplo: professor que tem 3 aulas, mais dá 5 em um só dia), prejudicando de modo evidente o seu desempenho pedagógico e sua aprendizagem de um modo geral. 

Além disso a participação no programa foi uma ótima oportunidade para mostrar aos não grevistas que agora chegou a hora de todos eles aderirem ao nosso movimento para que possamos atingir, todos juntos, os nossos objetivos.

Paulo Gustavo Grossi da Silva
Professor de História e Filosofia
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa

Trabalhadores em Educação realizam caça ao Governador Fora da Lei


Manifestações em São João Del-Rey (01/07) e em Rio Espera (02/07), organizadas pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), reforçaram a denúncia que o Governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia, não cumpre a lei federal 11.738, que regulamenta o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). O Governador esteve nestes locais cumprindo agenda oficial, mas permanece por pouco tempo em função dos atos.

Em São João Del-Rey, o Governador foi recebido por dezenas de trabalhadores/as que diziam palavras de ordem e exibiam faixas. Além disso, a categoria promoveu panfletagem e uma grande passeata pela cidade.

Já em Rio Espera, o compromisso de Anastasia era a reinauguração de uma escola. Mais uma vez ele não contava com a força e unidade da categoria que compareceu em massa e promoveu uma grande manifestação na cidade. Por ordem do Estado, policiais militares impediram que o ônibus da categoria prosseguisse logo na entrada da cidade, porém os trabalhadores/as em Educação não recuaram e seguiram a pé até o centro da cidade e realizaram o ato. A Polícia Militar chegou a prender um professor que participava da atividade e os manifestantes seguiram para a porta da delegacia até que o professor fosse liberado.

“O Sind-UTE/MG repudia a truculência do governo que, além de impedir a locomoção do ônibus, usou de violência e prendeu um trabalhador. A categoria não se intimida com essas ações do governo neoliberal de Anastasia. Queremos o pagamento do Piso Salarial já e, onde ele estiver, também estaremos para lembrá-lo que ele não cumpre uma lei federal”, afirmou o diretor estadual do Sind-UTE/MG, José Luiz Rodrigues.

O Sind-UTE/MG convoca toda a categoria a participar da nova Assembleia Estadual, no dia 6/7, a partir das 14 horas, no pátio da ALMG, em Belo Horizonte.

Fonte: Sind-UTE
Fotos: Site Fato Real 

domingo, 3 de julho de 2011

Onde o Governador estiver, cobraremos o pagamento do Piso Salarial

Na tarde deste sábado, dia 02/07, estava agendada a reinauguração de uma escola estadual na cidade Rio Espera, evento que contaria com a presença do Governador Antônio Anastasia.

Assim como fizemos em São João Del Rei, o Sind-UTE MG organizou uma recepção para o Governador. 

Onde o Governador estiver, estaremos para cobrar o pagamento do Piso Salarial. 

As subsedes do Sind-UTE de Belo Horizonte, Betim, Conselheiro Lafaete, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas e Vespasiano participaram da atividade. Iniciamos a articulação desta atividade na quarta-feira, dia 29/06.

Como em Minas, não se respira liberdade, os nossos ônibus foram parados pela Polícia Militar e impedidos de prosseguirem. O que a categoria fez? Continuou: a pé, pedindo carona mas chegou ao local e realizou a manifestação. Como não bastasse o desrespeito e a truculência em impedir o direito de ir e vir das pessoas, a Polícia Militar chegou a prender um professor que participava da atividade. Todas as caravanas, em solidariedade, foram para a porta da Delegacia em Conselheiro Lafaete e realizaram nova manifestação na cidade.

Fica o recado para o Governo do Estado: queremos negociar, queremos o nosso Piso Salarial. Não adianta criminalizar o movimento, não adianta reprimir. Onde o Governador estiver, a categoria também estará.


Observação: o colega detido foi acompanhado pela direção estadual durante todo o tempo em que permaneceu na Delegacia e por advogado contactado pelo sindicato. Como em Minas não se respira liberdade, provavelmente vocês não verão ou lerão esta notícia em nenhum meio de comunicação, apesar do sindicato ter feito contato com toda a imprensa. Acionamos também a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

Fonte: Blog da Beatriz Cerqueira

Importante vitória em Santa Catarina!

Os trabalhadores em Educação da rede pública de ensino do Estado de Santa Catarina estão em greve desde o dia 18 de maio. Somente com uma forte mobilização foi possível fazer com que, em uma decisão histórica e carregada de elevado sentimento de Justiça e defesa das instituições democráticas, o Judiciário catarinense deferisse, na tarde de quarta-feira (29), medida liminar ao Magistério Público Estadual, determinando a suspensão dos descontos das “faltas de greve” e a imediata elaboração de folha suplementar, com o pagamento dos valores bloqueados, no prazo máximo de três dias, e reconhecendo a legitimidade da greve.

O Juiz responsável pelo caso ponderou, ainda, que essa é uma greve diferenciada, vez que pretende o cumprimento de uma política nacional de valorização do magistério. Vale lembrar que piso aplicado no estado é de apenas R$ 609,46.

Ataques à Greve

O SINTE/SC vem frequentemente sofrendo ataques do Governo do Estado por meio da mídia, com inserções que confundem a opinião pública e intimidam a categoria com ameaças e chamadas para retornarem à sala de aula. Diante disso, o SINTE/SC, na busca de esclarecer a realidade da categoria e os motivos pelos quais se encontra em greve há mais de um mês, sofre com altíssimos custos para rebater os ataques que o Governo vem promovendo na mídia catarinense para reprimir o movimento legítimo de greve. A decisão judicial deixa claro que ainda há autoridades que pretendem assegurar o “mínimo existencial” aos trabalhadores grevistas, que seriam profundamente prejudicados pelo corte do ponto e acabaria por inviabilizar o próprio movimento de paralisação.
Fonte: CNTE

sábado, 2 de julho de 2011

Dia 06 é Dia de Paralisação Nacional pelo Piso, Carreira e PNE


Dia 06 de Julho é dia de Paralisação Nacional nos Estados e Municípios. Esse dia foi tirado pela CNTE para que possamos que cobrar o imediato cumprimento da lei 11.738 (a Lei do Piso Salarial) em todos os Estados e Municípios do Brasil, além disso devemos cobrar a revisão dos planos de carreira para que eles contemplem as demandas do Piso Nacional e a inclusão dos demais profissionais do ambiente escolar como sendo todo eles considerados trabalhadores da educação como manda a lei nº 12.014 que regulamenta esta questão.

Além disso no dia 06 de Julho será o dia onde todos nós deveremos cobrar através de paralisações com manifestações e atos públicos do Governo Federal o compromisso de que o PNE (Plano Nacional de Educação) tenha para ele destinado 10% do PIB (Produto Interno Bruto), para que assim possamos atingir satisfatoriamente todas as metas do PNE 2011-2014 .

A CNTE orienta que além da aplicação do Piso de 1597,87  para o nível médio os sindicatos devem também exigir o cumprimento de 1\3 da jornada de trabalho fora da sala de aula, como determina a decisão do STF do último dia 28 de Maio.
 
Paulo Gustavo Grossi da Silva
Professor de História e Filosofia
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Subsídio ou Vencimento Básico? É hora de escolher!


O mês de Julho se inicia e o prazo dado pelo Governo de Minas Gerais para que os servidores saiam do sistema de subsídio está terminando, por isso orientamos a toda a categoria desde as auxiliares de serviços gerais as Inspetoras de ensino (sim, elas também são filiadas ao Sind-UTE) a saírem do sistema de subsídio e optarem pela antiga carreira, composta de vencimento básico + gratificações.

Alguns companheiros tem reclamado pelos corredores das escolas sobre a sua situação funcional, sobre a perspectiva do salário por meio do subsídio, no entanto se esquecem muitas vezes de analisar quanto recebiam no fim do ano passado (dezembro de 2009) como vencimento básico no contracheque. Por isso é hora de dar uma olhada lá e ver qual era o valor do vencimento que você recebia até dezembro de 2009 e analisar que com adoção do piso o vencimento básico passa a ser de 1.187,97 (valor definido pelo MEC) para quem tem ensino médio + 22% para licenciatura curta, ou seja 1449,37 + 22% para licenciatura plena, ou seja 1710,67 se o governo descumpri a lei e pagar o piso proporcional ai os valores seriam   712,78 para quem tem ensino médio + 22% para licenciatura curta, ou seja 869,62 + 22% para licenciatura plena, ou seja 1026,40, lembrando sempre que sobre esses valores incidem todas as gratificações as quais o servidor tiver direito (como pó de giz, biênios e quinquênios, por exemplo).

Por isso a orientação do Sind-UTE é clara, todos os servidores devem sair do Subsídio como forma de remuneração, pois somente os que efetuarem o retorno a carreira antiga terão direito a receber o Piso Salarial Nacional (PSPN), assim quem permanecer no Subsídio não poderá sair dessa forma de remuneração nunca mais. 

 Enquanto isso amargamos esta triste realidade......


 
Leia na integra o último informativo clicando aqui

Paulo Gustavo Grossi da Silva
Professor de História e Filosofia
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa

A Verdadeira Face do Judiciário do Estado de Minas Gerais!

Muitos companheiros me abordam durante as visitas as escolas, reclamando do sindicato dizendo que este é ineficiente na parte jurídica e que os nossos pleitos não seriam atendidos judicialmente por conta dessa ineficiência.

No entanto navegando pelas páginas do jornal O Tempo, uma notícia me mostrou algo que eu sempre suspeitava, a corrupção do Poder Judiciário mineiro. É deplorável assistirmos decisões judicias desse tribunal irem totalmente contra a lei, isso porque cabe a esse órgão zelar pelo conjunto de leis que regem o nosso Estado, Cidade e País.

Por isso analisando algumas decisões judiciais tomadas recentemente, como a absolvição do Prefeito Municipal Celito Sari e a cassação do ex-prefeito Raimundo Nonato vejo claramente como funciona o nosso judiciário. Juntando a essa decisão outra decisão que mostra a corrupção desse órgão se refere a decisão do ano passado que julgou a nossa greve ilegal e estipulou multa diária de 500.000 reais.

Por isso companheiros e companheiras leiam a notícia e tirem suas próprias conclusões, pois ou o jurídico do sindicato é eficiente ou o nosso sistema judiciário é corrupto.

Operação termina com desembargador detido e cinco suspeitos presos por venda de habeas corpus 

Desembargador Hélcio Valentim de 46 anos
Divinópolis. O desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho, 46, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi apontado nesta quinta-feira pela Polícia Federal como integrante de um esquema de venda de habeas corpus, no valor de até R$ 180 mil, a traficantes presos na região Central do Estado. Entre os detidos na operação estão o advogado e vereador de Oliveira, no Centro-Oeste do Estado, Walchir Rocha Júnior, o empresário Tancredo Rocha Tolentino, que é primo do senador Aécio Neves (PSDB), duas mulheres ligadas aos presidiários beneficiados com as liminares de soltura, e um advogado de Ribeirão Preto (SP) – todos apontados como cúmplices do magistrado. Pelo menos cinco traficantes do Mato Grosso do Sul, presos em cadeias da capital, Divinópolis, Oliveira e Alvinópolis conseguiram a liberdade. A comercialização dos habeas corpus era feita diretamente pelo vereador Rocha Júnior com os traficantes – ele cobrava entre R$ 120 mil e R$ 180 mil pela concessão do benefício.

A intermediação do negócio no TJMG era concretizada pelo lobista Tolentino, diretamente no gabinete do magistrado. “O que nos chamou a atenção foi que só presos nossos eram soltos nos plantões do Judiciário”, afirmou o delegado de Divinópolis, Daniel Sousa Silva.

As investigações, segundo Silva, teriam começado há cinco meses. Com o auxílio de escutas telefônicas e imagens de vídeo, os policiais conseguiram identificar os integrantes do bando. Ainda segundo o delegado, três dos envolvidos, entre eles o empresário e o vereador, confirmaram nesta quinta todo esquema. “Vamos pedir o relaxamento da prisão deles porque houve uma colaboração com as investigações”, informou.

Prisões - A ação desta quinta começou pela manhã, quando cinco dos nove mandados de prisão foram cumpridos. De acordo com a PF, quatro traficantes, que saíram por meio dos habeas corpus, não foram localizados pelos agentes. A polícia agora vai tentar recapturá-los pelo crime de corrupção.

Nas buscas realizadas na cachaçaria do empresário Tancredo Tolentino, em Cláudio, na região Central, foram apreendidos documentos e computadores. Materiais semelhantes também foram confiscados na casa e no gabinete do vereador.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Divinópolis, Íris Almeida, acompanhou o depoimento de Rocha Júnior e confirmou que o colega confessou tudo. “Agora vamos aguardar os procedimentos na Comissão de Ética da OAB para tomarmos providências”, afirmou.

Afastamento
- Em nota, divulgada pela Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais no início da noite, o ministro Massami Uyeda, do Superior Tribunal de Justiça, determinou o afastamento do desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho por 60 dias.

Segue a nota na íntegra:

Assim que tomou conhecimento da decisão, o Presidente do TJMG determinou o seu imediato cumprimento, expedindo o ato de afastamento do Desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho pelo prazo determinado pelo Superior Tribunal de Justiça.

O Presidente do TJMG determinou, ainda, que todas as providências solicitadas pela Polícia Federal, com base na decisão do STJ, fossem imediatamente atendidas, de modo a colaborar da forma mais ampla possível com as investigações, a fim de se alcançar a verdade sobre os fatos objeto da aludida apuração.

 A Presidência do Tribunal de Justiça reafirma seu compromisso com a transparência, sua confiança nas instituições basilares do Estado Democrático de Direito, bem como sua estrita e absoluta obediência às ordens judiciais oriundas dos Tribunais Superiores.
 

Fonte : Flávia Martins y Miguel -  Jornal O Tempo - 30/06/2011