quarta-feira, 19 de junho de 2013

Viçosa terá nova manifestação na próxima semana





Estudantes da UFV se reunirão nesta sexta-feira (21), em uma assembléia no gramado da “estaçãozinha”, a partir das 12 horas. Na assembléia, será discutida a contribuição da classe estudantil na construção do movimento “Viçosa Que Queremos”.

Já no domingo (23), representantes de associações, ONG’s, sindicatos, além de estudantes, trabalhadores e a população viçosense em geral se reunirão no gramado das quatro pilastras às 14 horas. O objetivo do encontro é discutir os temas que estarão na pauta da segunda manifestação que ainda não tem data definida.

Manifestação em defesa da educação reúne mais de 4 mil pessoas em Viçosa



Cerca de quatro mil pessoas participaram de uma manifestação na noite desta segunda-feira (17) em Viçosa, na Zona da Mata de Minas Gerais, de acordo com a Polícia Militar. Na cidade, jovens se juntaram à onda de protestos nacionais. A mobilização durou cerca de duas horas e meia e, conforme a polícia, ocorreu de forma pacífica.

“Entre 3 e 4 mil pessoas participaram. Acompanhamos o deslocamento e não houve nenhum ato de vandalismo, de destruição”, afirmou a sargento Ivone Barbosa, da Comunicação Social da PM em Viçosa. Segundo ela, o protesto não teve um único tema.

O protesto seguiu de forma pacífica. Os manifestantes, a maioria estudantes universitários e de movimentos sociais, se reuniu na Praça das quatro pilastras. De lá, eles seguiram pelas ruas do centro da cidade, passando pela Avenida PH Rolfs, rua Padre Serafim, Avenida Buano Brandão, Praça da antiga estação e calçadão. 

Com cartazes e gritos de ordem, os manifestantes protestavam por muitos motivos, entre eles pela educação gratuita e de qualidade, melhoria do transporte público, melhorias na saúde e segurança. Os cara-pintada, geração marcante do início dos anos 90, também voltaram às ruas da cidade. 
Jovens ocuparam osm principais cruzamentos de Viçosa (Foto: Pedro Waddington)
Para o universitário Virgílio Neto Júnior, de 21 anos, que acompanhou a manifestação, os jovens foram às ruas por causas diversas. “A questão da redução das passagens de ônibus deu início aos protestos, mas abriu um leque muito maior. Cada um se mobilizou do jeito que podia, uns com nariz de palhaço, outros com caras pintadas, apito panelas, cada um levou o que achou que era válido”, relatou.

Segundo o estudante, houve críticas à estrutura da cidade, que é um polo universitário, e ao ensino básico municipal. Em frente à prefeitura, cartazes foram afixados cobrando melhorias na educação.

Manifestantes ocuparam a Praça da Prefeitura de Viçosa (foto: Pedro Waddington)
A estudante Roberta Fontes, que saiu às ruas no protesto, acredita que o número de participantes foi maior do que o divulgado pela PM. Segundo ela, muitos dos presentes eram alunos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que se uniram em um movimento apartidário. “Aqui o protesto foi muito tranquilo, super pacífico e o foco foi na educação”, afirma a jovem. Ainda de acordo com Roberta, muitos professores universitários se juntaram à manifestação, que durou cerca de duas horas e meia.

Depois, o movimento seguiu para a Praça do Rosário, onde fica o prédio da Prefeitura de Viçosa. Os manifestantes colaram os cartazes usados na manifestação nas paredes externas do prédio da prefeitura e também da câmara de vereadores. A manifestação seguiu de volta até a Praça das quatro pilastras, onde foi cantado o Hino Nacional Brasileiro. A manifestação terminou por volta das 22 horas.





























Sind-UTE/MG conquista, junto ao STF, derrubar liminar que proibia realização de manifestações no período da Copa das Confederações

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) consegue derrubar a liminar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que concedia ao Governo mineiro a proibição da realização de manifestações durante o período da Copa das Confederações. A decisão, que acaba de sair, é do Supremo Tribunal Federal (STF).

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira comemora a decisão. “Garantimos o direito de manifestação. É uma importante vitória não só para o Sind-UTE/MG, mas para todos os movimentos sociais, que organizam manifestações.”

Histórico

A proibição da Justiça de Minas Gerais de realizar atos no período da Copa das Confederações, em Belo Horizonte saiu no final da tarde do dia 14 de junho, em resposta a uma solicitação do Executivo Estadual. A liminar previa ainda multa diária pelo descumprimento de R$500 mil.

A direção do Sindicato recorreu contra a liminar e informou que manteria o calendário de greve, previsto para os dias 17, 18, 22, 26 e 27 deste mês, sendo que nos dias 17, 22 e 26 acontecem jogos da Copa das Confederações, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

A direção do Sindicato alegou que o Tribunal de Justiça poderia ter mediado como fez a justiça no caso da greve dos servidores municipais, estabelecendo parâmetros para que pudéssemos ter o direito de manifestação preservado, mas preferiu impor uma decisão sob pena de multa.

O TJMG manteve a liminar. O Sind-UTE/MG então entrou com ação no Supremo Tribunal Federal, para pedir a garantia do direito de manifestação.

Vale informar que no dia 17 último, os trabalhadores em educação de Minas Gerais, saúde, estudantes e representantes de várias categorias do funcionalismo público unificaram o coro em uma só voz, numa grande mobilização que teve concentração em frente à Igreja São Francisco, na Pampulha, e depois seguiu para as proximidades do estádio do Mineirão, onde aconteceu o jogo entre as Seleções do Taiti e da Nigéria, pela Copa das Confederações. A direção do Sind-UTE/MG afirma que quem obstruiu a via pública foi o batalhão de choque da Polícia Militar.

Segundo Beatriz Cerqueira, o movimento da categoria foi pacífico, cumpriu o objetivo e teve como finalidade dizer aos governantes e àqueles que querem calar a voz dos trabalhadores que o ir às ruas para se manifestar é também um instrumento de negociação. “Enquanto o governo do Estado não decide sentar e negociar conosco, vamos encontrar essa e outras formas de denunciar o que estamos vivendo. Poderíamos ter evitado esta greve se o governo cumprisse os acordos assinados ou estabelecesse um processo de negociação. Nós aprovamos o indicativo de greve em abril, mas, como não tivemos resposta do governo, a categoria decidiu pelo movimento.”

Trabalhadores em educação, em greve por tempo determinado, fazem grande mobilização no entorno do Mineirão

Trabalhadores em educação de Minas Gerais, saúde, estudantes e representantes de várias categorias do funcionalismo público unificaram o coro em uma só voz nesta segunda-feira (17), numa grande mobilização que teve concentração em frente à Igreja São Francisco, na Pampulha, e depois seguiu para as proximidades do estádio do Mineirão, onde aconteceu o jogo entre as Seleções do Taiti e da Nigéria, pela Copa das Confederações.

Segundo a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, o movimento pacífico, cumpriu o seu objetivo e teve como finalidade dizer aos governantes e àqueles que querem calar a voz dos trabalhadores que o ir às ruas para se manifestar é também um instrumento de negociação. “Enquanto o governo do Estado não decide sentar e negociar conosco, vamos encontrar essa e outras formas de denunciar o que estamos vivendo”, ressaltou.

Ao afirmar ainda que ninguém é dono das ruas da cidade e que o movimento é de todos aqueles que queiram dar o seu recado, Beatriz Cerqueira lembrou que os trabalhadores aglutinam forças no momento que o nosso Estado se transforma numa vitrine com a Copa das Confederações. “Conseguimos realizar um grande ato, apesar do cerco policial. Nosso movimento ganhou visibilidade e, nos próximos dias 22 e 26, faremos mobilizações ainda maiores. O direito de manifestação está previsto na Lei Geral da Copa e assegurado na Constituição”, ressalta.

A mobilização teve ampla repercussão e cobertura da imprensa local, nacional e internacional, que destacou também a grande manifestação realizada no centro da capital mineira, onde cerca de 30 mil pessoas também se reuniram para contestar contra os investimentos na Copa das Confederações e pelo descaso do governo mineiro com a educação e a saúde. 

Na mobilização dos educadores na Pampulha, os manifestantes entregam rosas brancas às pessoas que se dirigiam ao Mineirão e distribuíram panfletos em que denunciavam, em português e inglês, as péssimas condições salariais e de trabalho dos profissionais da educação em Minas Gerais. 

Vale ressaltar que, após o ato no Mineirão, os manifestantes incorporaram a manifestação que saiu da Praça Sete. 

Decisão abritária 

Segundo avaliações veiculadas pela própria imprensa, as manifestações pelas ruas de Belo Horizonte ganharam força depois que uma liminar da Justiça proibiu a realização de protestos em Minas Gerais durante a Copa das Confederações.

Ao afirmar que o calendário de manifestações da greve nos dias dos jogos da Copa das Confederações está mantido, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG destaca: “Poderíamos ter evitado esta greve se o governo cumprisse os acordos assinados ou estabelecesse um processo de negociação. Nós aprovamos o indicativo de greve em abril, mas, como não tivemos resposta do governo, a categoria decidiu pelo movimento”. 

Ela informa também que o Sindicato recorreu na última sexta-feira (14/06), da decisão arbitrária e absurda da Justiça mineira que concedeu liminar ao governo de Minas Gerais proibindo a realização de atos e manifestações em todo o Estado nos dias dos jogos da Copa das Confederações. “Aqui em Minas o governo é covarde, não negocia e tenta impor sua vontade por decisões judiciais. O Tribunal de Justiça poderia ter mediado como fez a justiça no caso da greve dos servidores municipais, poderia ter estabelecido parâmetros para que pudéssemos ter o direito de manifestação preservado, mas preferiu impor uma decisão sob pena de multa”. 

O calendário de luta dos trabalhadores em educação de Minas Gerais prevê greve por tempo determinado nos seguintes dias: 17, 18, 22, 26 e 27 de junho e nova Assembleia da categoria será em 04 de julho.














































Fotografias: Taís Ferreira