segunda-feira, 29 de julho de 2013

I Seminário sobre Medicalização – BH e Região Metropolitana conta com apoio do SInd-UTE/MG




No próximo dia 7 de agosto, acontecerá em Belo Horizonte, o I Seminário sobre Medicalização da Região Metropolitana de Belo Horizonte, um evento realizado pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade (núcleo Minas Gerais) com organização do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais e apoio do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), entre outras entidades.

O evento será realizado no auditório do BDMG, à Rua da Bahia, 1.600, no bairro Lourdes e é destinado aos profissionais de saúde, educação e demais pessoas interessadas no tema.

O I Seminário sobre Medicalização – BH e Região Metropolitana tem por objetivo ampliar o debate sobre o consumo sem precedentes de medicamentos, um assunto sério e complexo que, segundo alguns estudiosos, deve ser abordado de acordo com as complexidades que o envolve.

Medicalização

Segundo o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, a medicalização tem sido alvo de grande preocupação, por isso tem gerado muitos debates, ações frente ao poder público e articulação com os conhecimentos acadêmicos. O assunto também tem levantado discussões junto aos profissionais da educação e face à demanda, o Sind-UTE/MG, decidiu participar efetivamente desse encontro.

Entende-se por medicalização o processo em que as questões da vida social, sempre complexas, multifatoriais e marcadas pela cultura e pelo tempo histórico, são reduzidas à lógica médica, vinculando aquilo que não está adequado às normas sociais a uma suposta causalidade orgânica, expressa no adoecimento do indivíduo.

Desta feita, o Fórum alerta:”questões como os comportamentos não aceitos socialmente, as performances escolares que não atingem as metas das instituições, as conquistas desenvolvimentais que não ocorrem no período estipulado são retiradas de seus contextos, isolados dos determinantes sociais, políticos, históricos e relacionais, passando a ser compreendidos apenas como uma doença, que deve ser tratada.”

Ao apoiar essa iniciativa, o Sind-UTE/MG considera que o fórum de debates é um espaço oportuno para a troca de informações e de conhecimento sobre o tema, bem como discorrer sobre a efetividade das políticas públicas existentes. Além disso, o Sindicato destaca que o evento propiciará a discussão de diferentes formas de mobilização de profissionais da saúde, da educação e da população com vistas a construção de modelos de atendimento que superem a lógica medicalizante vigente.

As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Informações: www:crpmg.org.br

Sind-UTE/MG cobra reivindicações da categoria em reunião com o governador

Durante reunião ocorrida no último dia (18.07), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), cobrou, mais uma vez do governo, o cumprimento do acordo firmado em setembro de 2011, após a greve histórica da categoria com 112 dias. Pelo acordo assinado pelo Secretário de Estado de Governo Danilo de Castro, o Governo de Minas assumiu o compromisso de pagar o Piso Salarial como vencimento básico. Além disso, o sindicato cobrou o reajuste do Piso que em 2013 foi de 7,92% e o seu pagamento retroativo a abril de 2011. Também reivindicou o imediato descongelamento da carreira, que tem previsão de permanecer estagnada até dezembro de 2015.

Cada entidade presente teve uma fala de 5 minutos

Em respostas às reivindicações dos trabalhadores em educação, o governador Antonio Anastasia se limitou a dizer que fará um esforço para antecipar o descongelamento e também um possível reajuste salarial para os servidores públicos. As informações, da coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, foram repassadas após a reunião com o governador, a secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola e representantes de outras entidades sindicais do setor, que aconteceu na Cidade Administrativa. Pelo Sind-UTE/MG participaram da reunião as diretoras Marilda de Abreu Araujo, que é secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Lecioni Pereira Pinto.

Na oportunidade, Beatriz Cerqueira informou ainda ter afirmado ao governador que as peças publicitárias veiculadas pelo Executivo Mineiro não condizem com a realidade e explicou a verdade dos trabalhadores em educação. “Os educadores estão adoecidos, desmotivados e sem valorização. Estão sem esperança na profissão. Não é possível que um professor que lecione 20 anos receba o mesmo salário que um profissional que acabou de ingressar na sala de aula. É assim que se materializa a desvalorização.”

A direção do Sindicato questionou a informação do governo de que de março de 2010 ajunho de 2013 foram acrescentados 44 mil cargos na educação. “Na contramão dessa informação, foram dispensados das disciplinas de Educação Física e Ensino Religioso 15 mil professores especialistas dos anos iniciais do Ensino Fundamental.” Além disso, as resoluções de quadro de escola dos últimos anos provocaram uma diminuição de profissionais na escola.

A reunião aconteceu por cerca de duas horas a portas fechadas. O Sind-UTE/MG convocou a equipe da Pós TV para fazer a transmissão ao vivo da reunião mas não foi permitida. Após o término, o governador Anastasia, a secretária Gazola e a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira concederam coletiva. As demais entidades que participaram da reunião não quiseram falar com a imprensa.

Em sua fala, o governador comunicou que encaminhará ao Congresso Nacional sugestão para que os recursos dos Royalties da Mineração sejam destinados à educação em Minas Gerais. “Vamos elaborar um estudo de viabilidade para definir possíveis reajustes e antecipação do descongelamento da carreira antes da data-base do funcionalismo, que é outubro”.

Mas, na avaliação do Sindicato, a reunião tinha o objetivo de discutir os problemas da educação e não ser utilizada para este tipo de anúncio. Além disso, o Governo de Minas muito ajudaria se fizesse a sua parte e investisse o mínimo constitucional de 25% de impostos em educação. Na última década, ele não cumpriu este percentual em nenhum ano.

Fotos: Cedidas por Gian Martins/Mídia Ninja
Assessoria de imprensa: Eficaz Comunicação (31) 30476122

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Sind-UTE/MG cobra do governador do Estado o pagamento do Piso Salarial e o descongelamento da carreira

Após reunião, que aconteceu na parte da manhã, haverá coletiva de imprensa

Aconteceu na parte da manhã, na cidade Administrativa/Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, uma reunião entre representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e outras entidades sindicais, o governador do Estado, Antonio Anastasia e a secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola.

Além do cumprimento do acordo firmado em setembro de 2011 – pagamento do Piso Salarial como vencimento básico e o imediato descongelamento da carreira da categoria, o Sind-UTE/MG também cobra do executivo outros itens da pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional 2013.

A imprensa não foi autorizada a acompanhar a reunião, que aconteceu hoje (18/07), às 10h e terminou às 12h. Mas, os jornalistas estiveram no local e logo após o encontro, que aconteceu à portas fechadas, haverá uma coletiva de imprensa.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, antes da reunião, falou sobre a possibilidade de paralisação e greve, especialmente, em virtude dos retornos insuficientes do governo do Estado.

Segundo ela, a pauta dos educadores é grande e contém vários itens importantes. No entanto, o que é mais relevante para a categoria são o pagamento do Piso Salarial e a carreira. “Um professor que lecione 15, 20 anos receber o mesmo salário que um profissional que acabou de ingressar na sala de aula é um absurdo”, afirma.










segunda-feira, 15 de julho de 2013

Centrais em Minas entregam pauta dos trabalhadores ao presidente da Assembleia Legislativa

Presidenta da CUT/MG cobra piso dos educadores, cumprimento de acordos e anistia da greve de 2011

Em uma das atividades do Dia Nacional de Luta, com Greves e Mobilizações, a Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), demais centrais e representantes dos movimentos sociais entregaram, na manhã desta quinta-feira (11), a pauta dos trabalhadores no Estado ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Dinis Pinheiro. A presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, cobrou do Legislativo, entre outras demandas, urgência no atendimento aos itens da pauta, o cumprimento do acordo assinado com os educadores, após a greve de 2011, o pagamento do piso nacional da educação e a anistia dos professores que participaram da paralisação.

“As manifestações de junho mostraram que a população quer agilidade nas ações dos governos e do Parlamento. Acrescento à pauta três itens. Em 2011, o secretário de Governo, Danilo de Castro, e a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, assinaram, como avalistas do governo do Estado, um acordo com os educadores. O governo descumpriu o acordo e os deputados desta Assembleia foram atores deste processo, pois aprovaram um projeto que criou o subsídio como forma de remuneração e congela a carreira dos professores até 2015. E existe um projeto de anistia da greve, que também não foi aprovado”, disse Beatriz Cerqueira.

Joceli Andrioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens, também pediu agilidade em questões do campo. “Nós estamos aqui para cobrar destinação de terras públicas para a reforma agrária, a redução das tarifas de energia. Não podemos admitir o aumento que a Cemig pediu. A Cemig não está a serviço da população, e sim dos interesses de alguns acionistas, que receberam R$ 4 bilhões, mais do que o lucro da empresa, que foi de R$ 2,5 bilhões. Queremos também o fim das privatizações no setor elétrico e que seja resolvida a situação dos atingidos por barragens, principalmente em Aimorés e Irapé”, afirmou Andrioli.

“As centrais estão de parabéns. Com o Dia Nacional de Luta, trouxeram os trabalhadores para a pauta de toda a imprensa. Há a urgência de atender às demandas dos educadores, como o piso, anistia e o cumprimento dos acordos assinados. Bem como a Lei Orgânica da Polícia Civil, que está de greve há mais de um mês, e a reforma a agrária”, disse o deputado estadual Rogério Correia, do Bloco Minas Sem Censura. Ficou definida uma reunião com os líderes das bancadas, no dia 6 de agosto, para tentar dar andamento aos projetos que já existem na Assembleia Legislativa e fazem parte da pauta dos trabalhadores.

O presidente da Assembleia Legislativa, Dinis Pinheiro, disse que o Parlamento mineiro está atento à voz das ruas e se comprometeu a encaminhar a pauta dos trabalhadores no Legislativo. Ele não quis definir prazos para tramitação dos projetos. “A Assembleia tem que estar ao lado de vocês, trabalhadores, da população. Sou favorável às manifestações, que são legítimas. Apenas não tenho condições de estabelecer prazos, porque a construção das pauta é coletiva. Mas assumo o compromisso de fazer todo o esforço para atender às demandas apresentadas”, garantiu Pinheiro.

Fonte: CUT/MG – 11.07.13

Aloizio Mercadante se compromete a homologar o parecer da jornada do piso do CNE/CEB




Durante o ato público realizado na sede do MEC na manhã da última quinta-feira, 11 de julho, o ministro da educação, Aloizio Mercadante, se comprometeu a homologar o parecer 18/12 do CNE/CEB, elaborado por Maria Izabel Noronha, vice-presidente do Conselho Nacional de Educação e aprovado por unanimidade na última reunião do Conselho.

Mercadante afirmou que até o final do mês o parecer será homologado pelo MEC, o que fortalece a luta dos trabalhadores em educação e é mais um instrumento jurídico pelo cumprimento integral da Lei Nacional do Piso.

"A homologação desse parecer é fundamental para o bem da educação pública brasileira, não apenas para melhorar a qualidade de vida dos professores. Isto é uma causa do povo brasileiro e o Mercadante se comprometeu a homologar ainda no mês de julho", afirmou Roberto Leão, presidente da CNTE.


A CNTE reuniu cerca de 150 educadores, que vieram do Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Paraná, em frente ao Ministério da Educação para cobrar também a aprovação da destinação dos royalties para a educação de acordo com o texto da Câmara, por entender que é a melhor proposta para a educação, rejeitando o texto do Senado que é apoiado pelo governo e a aprovação imediata do Plano Nacional de Educação.

Assista a cobertura:

http://youtu.be/N3w-yjK6WvU

Fonte: CNTE – 11.07.13

Secretário anuncia implantação do Piso Nacional dos Professores em AL

Adriano Soares fez o comunicado através de sua conta no Facebook.
Valores serão pagos a partir de julho com retroativo desde fevereiro.

O secretário de Estado da Educação de Alagoas, Adriano Soares, anunciou, na tarde desta terça-feira (9), através de sua conta na rede social Facebook, a implantação do Piso Nacional dos Professores para os educadores de Alagoas. De acordo com a assessoria da Secretaria da Educação, os professores com magistério e 40 horas semanais passarão a receber, já no próximo pagamento, salário inicial de R$ 1.567,00 e final de R$ 1.919,60, dependendo da categoria. O valores serão pagos com retroativo em duas parcelas, julho e agosto.

Secretário anunciou implantação do piso nacional em sua página pessoal na internet.
(Foto: Reprodução/Facebook)
“Estamos cumprindo a lei, é certo. Mas estamos cumprindo o que muitos estados não estão fazendo, como é o caso do Rio Grande do Sul”, expôs Soares ao enfatizar que “O governo do Estado vem fazendo um esforço para beneficiar todas as categorias, e com os professores que recebem o piso nacional não seria diferente”, acrescentou.

O secretário lembrou ainda que, dentro desse esforço, o governo do Estado já conseguiu implantar o PCCS dos servidores administrativos, e o próximo passo será a implantação do Plano de Cargo e Carreira dos Professores com Licenciatura Plena.

“Estamos realizando uma análise financeira para implantar ainda este ano o PCCS dos professores. A valorização da categoria é uma das nossas metas, e dela não abrimos mão”, garantiu Soares. “Tudo isso para que possamos melhorar ainda mais a qualidade do nosso ensino, melhorando também nossos índices educacionais”, enfatizou.

Fonte: G1 - 09/07/2013 19h16

Dia Nacional de Luta marca unidade das Centrais e Movimentos Sindical, Social e Estudantil

Trabalhadores em Educação participam do Dia Histórico, após realização de Assembleia Estadual da categoria

Mais de 10 mil pessoas participaram do Dia Nacional de Lutas nesse 11 de julho, em Belo Horizonte. Para a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) e presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira, a atividade superou todas as expectativas.

“Um dia histórico. Participaram do Dia Nacional de Luta os movimentos sindical, estudantil, social e as Centrais Sindicais – todos estiveram presentes nas atividades do dia 11 de julho em Belo Horizonte e em várias outras cidades mineiras. Tivemos uma adesão significativa de várias categorias: metroviários, eletricitários, urbanitários, vários setores do comércio, bancários, educação, saúde, metalúrgicos, petroleiros, servidores administrativos da UFMG, nossa Confederação de servidores públicos e a confederação do comércio chamou greve geral, além da juventude organizada que participou das atividades.”

A concentração teve início às 10h na Praça 7, centro da capital, de onde os manifestantes seguiram em passeata pela cidade, que terminou às 18h, na porta da Globo Minas.

Pela manhã, na Assembleia Legislativa, alguns líderes sindicais de várias Centrais entregaram a pauta da classe trabalhadora ao presidente da Casa, deputado estadual Dinis Pinheiro.

Marcha pela Cidade

A caminhada recebeu os trabalhadores em educação na altura da Assembleia Legislativa, que se uniram ao movimento, após a realização de Assembleia Estadual. Segundo Beatriz Cerqueira foram definidos os pontos de protesto com significado das pautas dos movimentos que estão nas ruas.

Prefeitura de Belo Horizonte: lembrar que a redução da passagem não significa que o prefeito conseguiu resolver todas as demandas populares da capital, por isso, é necessário manter a pressão em relação à Prefeitura.

Banco central: ponto para simbolizar todas as nossas pautas que se relacionam ao governo federal: fim do fator previdenciário, redução da jornada de trabalho sem redução de salário, não à terceirização e o projeto 4330, que está na Câmara dos Deputados, que é prejudicial ao trabalhador.

ALMG e Cemig: foram pontos de protesto contra o governo do Estado. O Executivomineiro não investe o mínimo de 25% na educação e 12% em saúde e a Assembleia Legislativa é conivente com essa prática, aprovando as contas do governo, mesmo sem o investimento mínimo constitucional.

Em relação à Cemig, temos que lembrar que a cada 45 dias morre um trabalhador em serviço. Além disso, a estatal tem uma das mais altas taxas de conta de luz do país, tanto que os movimentos sociais estão organizando um plebiscito, que vai discutir a questão da energia no estado, no final de outubro.

Rede Globo: o objetivo claro é que queremos a democratização dos meios de comunicação. É preciso ouvir igualmente os trabalhadores como ouvem patrões e governos, é necessário que não haja manipulação de informações para que a sociedade saiba dos problemas e cada cidadão possa fazer seu juízo de valores.

Depoimentos

Durante a marcha, os manifestantes ocuparam o Elevado Castello Branco, que dá acesso à Região Noroeste da cidade e exigiram a mudança do nome do viaduto para Dona Helena Greco, ex-vereadora e ativista dos direitos humanos, que morreu em 2011. Para os manifestantes, o elevado deveria simbolizar a vida e não a morte, por lembrar um dos generais que presidiram o Brasil durante a ditadura militar e responsável por assassinatos e desaparecimentos de opositores do regime de exceção.

Segundo Jairo Nogueira – coordenador-geral do Sindieletro e secretário-geral da CUT/MG, as manifestações do Dia Nacional de Luta é um marco no país. “O ato de rua é a forma mais direta da população participar da questão política do Brasil e o clamor dos trabalhadores e da sociedade precisam ser ouvidos. Da mesma forma, o plebiscito, estamos organizando um para final de outubro pela redução da tarifa em Minas, que tem a mais alta conta do Brasil.”

Para o presidente do Sindifisco/MG, Lindolfo Fernandes a força é capaz de promover mudanças. “Estamos denunciando questões de injustiças tributárias aqui no estado e fomos processados pelo governo do estado e pelo PSDB. Sabem porque? O empresário não paga tributo nesse país, só a classe trabalhadora. Estamos na porta da TV Globo, aqui os trabalhadores da emissora pagam 25% de ICMS na conta de telefone enquanto a empresa, nada paga, tem percentual zero. Precisamos mudar esta regra do poder econômico e temos que democratizar essas informações.”

Shakespeare Martins de Jesus, da Direção Executiva da CUT Nacional comemorou a força do Dia Nacional de Lutas em todo o país. “O dia de hoje demonstra a mobilização e unidade dos trabalhadores, era disso que nós estávamos precisando. Depois das várias manifestações em junho, começamos julho com este marco da história dos trabalhadores em MG e no país. O Brasil está totalmente paralisado – rodovias, escolas, bancos, indústrias, então os trabalhadores estão mostrando que estão acordados, mobilizados e queremos que os governos federal, estaduais e municipais abram negociação e discutam com os trabalhadores. Defendemos o fim das terceirizações no país, o fim fato previdenciário, a redução da jornada do trabalho, além de melhorias nos setores como saúde, transporte, educação – queremos que o governo preste atenção e atenda o que os trabalhadores estão reivindicando.”

Para André Veloso, do PSOL e da recém criada Assembleia Popular Horizontal de Belo Horizonte, o Dia Nacional de Luta representa um divisor de água para o Brasil. “Entendemos que este dia é um processo que dá fôlego às manifestações no Brasil todoque, num sentido geral, são pelo empoderamento popular. Queremos que os trabalhadores façam parte do poder, do processo decisório, que o poder não seja concentrado nas mãos de tão poucos. Entendemos também que o processo de luta dos sindicato é muito importante, mas eles têm que conseguir dialogar com essa massa mais ampla que compôs as manifestações em junho, quando criamos Assembleia Popular Horizontal, amplamente democrática, que tenta elaborar pautas pelo debate ecom profundidade para construir um país justo.”

O ato na porta da Rede Globo foi o encerramento da atividade na capital. Na oportunidade, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG defendeu a democratização da comunicação e lembrou a postura da emissora durante a greve histórica dos 112 dias do Sind-UTE/MG. “Esta emissora significa muito para os governos de Minas e para o poder econômico. Não vou me esquecer nunca os 20 segundos que davam aos educadores nas greves e as gravações de estúdio com o governador Antonio Anastasia e a secretária de Administração Renata Vilhena, para que eles pudessem mentir para a população. Queremos que os meios de comunicação nos respeitem, não manipulem as informações, passem a ouvir o povo. O recado está dado e tem outros veículos que merecem a nossa visita”, concluiu Beatriz Cerqueira.

Assembleia Estadual dos Trabalhadores em Educação

Os educadores participaram da Assembleia, que aconteceu no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

O calendário aprovado inclui os dias 07 e 10 de agosto - quando os educadores participarão do Dia D nas escolas estaduais. Também ficou definida nova greve por tempo determinado, 24 horas, no dia 14 de agosto. Na véspera, 13 de agosto, está agendada reunião na Secretaria de Estado da Educação.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira afirma que a paralisação e greve são necessárias porque os retornos do governo têm sido insuficientes, além de ignorar o acordo firmado com a categoria. “Nossa pauta é extensa, mais os principais pontos são o pagamento do Piso Salarial e a carreira. Não é possível que um professor que lecione 15, 20 anos receba o mesmo salário que um profissional que acabou de ingressar na sala de aula, isso é inadmissível.”

Beatriz Cerqueira lembra ainda que tem uma promessa de reunião com o governador Antonio Anastasia para os próximos 15 dias, quando, segundo ela, os problemas da educação serão, mais uma vez, postos na mesa.















Fotografias: Taís Ferreira

Trabalhadores em educação de Minas Gerais se mobilizam em defesa da educação pública de qualidade e pelo pagamento do Piso Salarial

Os educadores de Minas Gerais saíram às ruas de Belo Horizonte nessa quinta-feira (04/07) para, mais uma vez, dialogar com a população e dizer a todos, em alto e bom tom, que o governo de Minas não paga o Piso Salarial, congela a carreira da categoria, não oferece atendimento digno no Ipsemg, não nomeou todos os concursados para os cargos vagos e não investe os 25% da receita do Estado na educação, conforme determinação da Constituição Federal.

Em Campanha Salarial Educacional 2013, os trabalhadores em educação realizaram no Pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais uma nova Assembleia Estadual com paralisação total das atividades nas escolas.

Os cerca de dois mil manifestantes decidiram que - no próximo dia 11 de julho, data em que a Central Única dos Trabalhadores (CUT), outras Centrais Sindicais e movimentos sociais chamam para uma greve nacional - farão greve de 24 horas com paralisação de atividades em todo o Estado.

A categoria também fez avaliações positivas da greve por tempo determinado ocorrida nos dias 17, 18, 22, 26 e 27 de junho, com atos nas proximidades do estádio do Mineirão, quando da realização das partidas de futebol pela Copa das Confederações, em Belo Horizonte, além de manifestações regionais.

Segundo a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, a estratégia foi acertada, pois, além dos educadores terem pontuado os problemas vividos pela educação em Minas, também conseguiram dialogar com a sociedade e com turistas do Brasil e do exterior.

Além disso, segundo ela, o povo nas ruas tem dado demonstrações de força e desmoralizado os governantes, enquanto o Sind-UTE/MG conseguiu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), desmoralizar o governo de Minas, na sua tentativa de impedir que os educadores saíssem às ruas para se manifestar.

Calendário aprovado

11/07 - Greve de 24 horas com Assembleia Estadual para avaliar o que o governo estadual apresentará na reunião do dia 10.

Em tempo: Para dizer que o governo do Estado marcou reunião com os sindicatos para o dia 10 de julho. Esta reunião foi agendada após a greve por tempo determinado, realizada pela categoria em junho e acontecerá às vésperas de nova Assembleia Estadual da categoria.


















Fotografias: Taís Ferreira