quinta-feira, 19 de maio de 2011

Municípios terão recursos para custear Educação Infantil

A MP 533/2011 garante repasse imediato de recursos às novas escolas
que ainda não foram computadas no Censo Escolar.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009 revelam que apenas 18,2% das crianças até três anos de idade são atendidas em creches. Tal situação motivou a assinatura no último dia 10, pela presidenta da República Dilma Rousseff, da Medida Provisória nº 533, que estimula a construção de creches no país.

Pela medida, as instituições de educação infantil dos municípios receberão recursos para custear o início das atividades até começaram a ser atendidas pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) (que financia apenas matrículas cadastradas no Censo).

O texto prevê a transferência dos recursos de maneira automática, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dispensado a celebração de convênio, acordo ou contrato. Para receber o dinheiro, as novas instituições de educação infantil devem estar em atividade, devidamente cadastradas no sistema do Ministério da Educação, e ter sido construídas com recursos de programas federais.

O valor do apoio financeiro terá como base o número de crianças atendidas e o total anual mínimo por aluno definido nacionalmente para a educação infantil. A ideia contida na MP foi debatida pelos educadores na Conferência Nacional de Educação (Conae).

Custos - Como o repasse do Fundeb por criança em creche em 2010 foi de R$ 2.066,46, e por aluno de pré-escola, de R$ 1.722,05, os custos estimados para os municípios ultrapassam R$ 176,7 milhões anuais. Diante disso, o Ministério da Educação argumentou que a medida era urgente, pois existem estabelecimentos prontos que não entraram em funcionamento por falta de recursos.

Novas escolas - De acordo com o MEC, o governo federal está finalizando a construção de 2.348 escolas infantis e já firmou convênios para mais 719 unidades. Para este ano, a estimativa é que 475 desses estabelecimentos já comecem a funcionar, atendendo a 38 mil alunos em creches, e 57 mil em pré-escolas.

Até 2014, a meta do Executivo é chegar a 6 mil escolas infantis novas, que vão absorver recursos da ordem de R$ 2,2 bilhões por ano. O Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10) prevê como meta para 2016 o atendimento de todas as crianças entre 4 e 5 anos em pré-escolas. Em 2020, o objetivo é atender a 50% das crianças entre 0 e 3 anos em creches.

Dotação constitucional - A MP determina ainda que os recursos repassados a municípios e ao Distrito Federal terão dotação específica no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os beneficiários não poderão computar os valores recebidos no cálculo das dotações constitucionais para a educação, que no caso dos municípios é de, no mínimo, 25% da receita com impostos.

:: Clique aqui para ler a MP nº 533/2011

Fonte: MEC e Câmara dos Deputados

Sind-UTE/MG realiza reunião do Conselho Geral

O Sind-UTE/MG realiza neste sábado (21/05), reunião do Conselho Geral da entidade. Participam os/as conselheiros/as eleitos/as em todas as regiões do estado.

O objetivo da atividade é avaliar o andamento das negociações junto ao Governo do Estado e discutir estratégias para a campanha salarial educacional 2011. Além disso, o Sindicato discutirá o Projeto de Lei 8.035/10 que institui o Plano Nacional de Educação.

O Conselho terá a seguinte dinâmica:

1) Mesa sobre conjuntura estadual e campanhas salariais do funcionalismo
Convidados: Sind-Fisco MG, SindPol, SindEletro, Sind-Saúde, Subseção do Dieese do Sind-UTE/MG direção sindical, representante do Bloco Minas sem Censura

2) Mesa sobre o Plano Nacional de Educação
Convidada: Marilda de Abreu Araújo, Secretária de Organização da CNTE e diretora estadual do Sind-UTE/MG

3) Mesa sobre o Piso Salarial, carreira e negociação com o Governo do Estado
Convidados: Beatriz Cerqueira, Feliciana Saldanha e Lecioni Pinto (membros da Comissão de negociação do Sind-UTE/MG)

Após os trabalhos, haverá o lançamento do Núcleo de Aposentados do Sind-UTE de Belo Horizonte, como política de investimento na organização e valorização deste segmento em nossas instâncias.

Os/as conselheiros já foram convocados/as previamente e, conforme o Estatuto da entidade, a atividade é aberta à categoria.

O Conselho Geral acontece dia 21/05, de 9 às 18 horas, no auditório da Escola Estadual Governador Milton Campos (Rua Fernandes Tourinho, 1.020), em Lourdes, Belo Horizonte. Participe!

Fonte: Sind-UTE

quarta-feira, 18 de maio de 2011

SINDICATO COBRA PAGAMENTO DO PISO SALARIAL


 Nos dias 06 e 13 de maio, o Sind-UTE/MG participou de reuniões com a Secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola. Também participaram a Secretária Adjunta, Maria Ceres e o Subsecretário de Gestão de Recursos, Humanos Antônio Noronha.

Foram as primeiras reuniões após a definição do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da composição do Piso Salarial Profissional Nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08.

Para o Governo de Minas o momento é de espera. Para a categoria, o momento é de imediato pagamento do Piso. 

A comissão de negociação da categoria argumentou que a decisão do STF está clara quanto à composição do Piso e, para isso, não há necessidade de esperar a publicação do acórdão. No que diz respeito à jornada de trabalho do professor, a decisão também está clara: no mínimo 1/3 para hora atividade. Mas o Governo entende que deve aguardar a publicação do acórdão. Portanto, há um impasse na negociação salarial.

Acompanhe a seguir os retornos da Secretaria de Estado da Educação aos pontos apresentados pelo Sind-UTE/MG nas duas reuniões:

Piso Salarial Profissional Nacional de acordo com a Lei 11.738/08 

Nas duas reuniões, o Sindicato argumentou a necessidade do Governo de Minas discutir o pagamento do Piso Salarial. Apresentamos que a nossa reivindicação de R$ 1.597,87 é para jornada de 24 horas. Apresentamos também as duas atas do julgamento do STF.

Mas o Governo do Estado afirmou que não irá se pronunciar até que o Acórdão com as decisões a respeito da composição do Piso Salarial e a organização da jornada seja publicado.

Concurso Público

Na reunião realizada no dia 06/05 não foi possível avançar nessa questão. O Governo novamente argumentou que deveria aguardar a publicação do Acórdão sobre o Piso Salarial e a composição da jornada também para lançar o edital de concurso.

Já na reunião realizada no dia 13/05, o Sindicato voltou a debater o assunto e ficou acertado que será apresentada e discutida a minuta de edital, em reunião específica agendada para o dia 30/05.

Eleição para Direção de Escola 

O Sind-UTE/MG questionou as modificações realizadas pela SEE sem discussão com a categoria, bem como a edição de um Manual de Orientações cujas informações extrapolaram a Resolução.

É importante a categoria ficar atenta e sempre que se sentir prejudicada apresentar recurso junto à Comissão Organizadora ou Superintendência Regional de Ensino. Quando ele for indeferido pela Superintendência Regional de Ensino, obrigatoriamente a própria Superintendência deverá encaminhá-lo à Secretaria de Educação.

Situação do Efetivado

Um novo Decreto alterou algumas questões da vida funcional do efetivado pela Lei Complementar 100/07, mas permanece o problema da escolaridade que está congelada de acordo com escolaridade que o servidor tinha em 2007.

Outra questão que permanece sem solução causando prejuízo aos servidores diz respeito à jornada. Quem é efetivado permanece impedido de completar o cargo.

Orientações das Superintendências Regionais de Ensino a respeito do Subsidio 

O Sind-UTE/MG questionou a postura de várias Superintendências Regionais de Ensino que, com o objetivo de convencer a categoria a permanecer no subsídio, têm fornecido orientações erradas, agindo de má fé. Apresentamos as seguintes questões orientadas por algumas SRE’s:

a) quem está afastado preliminarmente para aposentadoria e optar pela remuneração antiga tem que voltar para a sala de aula;

b) fornecimento de requerimento errado para o servidor;

c) quem optar por sair do subsidio deverá devolver recursos financeiros ao Estado;

d) impossibilidade de afastamento preliminar para aposentadoria até que se defina a situação de remuneração.

De acordo com a Secretaria de Educação estas informações não procedem. Quem está afastado preliminarmente para aposentadoria não tem que retornar a escola, independente da forma de remuneração. Não existe qualquer devolução de recursos financeiros ao Estado em função da opção sobre a remuneração. Em relação ao requerimento, o Sindicato apresentou qual a Superintendência forneceu requerimento errado para as devidas correções. Por fim, os servidores que já adquiriram o direito de afastamento preliminar para aposentadoria não podem ter o seu direito negado. A Secretaria se comprometeu a enviar a todas as Superintendências Regionais de Ensino as orientações acima.

Situação do vice-diretor 

O Sindicato apresentou os problemas que a Lei 18.975/10 trouxe para os/as professores/as ou especialistas que exercem a função de vice-direção. Ele/a trabalha jornada de 30 horas e é remunerado/a por jornada de 24 horas.

A segunda situação apresentada pelo Sindicato diz respeito aos/as efetivados/as. Eles/as recebem pela jornada em que foram efetivados/as, mas trabalham uma jornada de 30 horas. De acordo com a Secretaria de Educação esta situação será examinada.

Corte do Ponto dos dias 04 e 11/05

A Secretaria informou ao Sindicato que procederá o corte do ponto dos dias 04 e 11 de maio de 2011. O Sind-UTE/MG argumentou que fez a notificação com 72 horas de antecedência e solicitou que a Secretaria revisse a decisão de corte.

Pauta de reivindicações

Na reunião realizada no dia 13/05, o Sind-UTE/MG discutiu todas as reivindicações relacionadas à carreira:

I) Imediata atualização da escolaridade dos servidores efetivos e efetivados

É a única forma de corrigir todas as distorções que os profissionais da educação enfrentam na vida funcional. De acordo com o atual Plano de Carreira, o servidor demora até 8 anos para ter o reconhecimento de um título acadêmico. Os servidores efetivados recebem pela escolaridade pela qual foram designados em 2007, mesmo já tendo adquirido outra formação.

II) Revogação do Decreto que faz regressão da progressão em função da promoção por escolaridade.

Ao mudar de nível na carreira, o servidor retorna ao grau (letra) inferior ao que estava. Isso faz com que ele sempre retorne ao início da carreira, desvalorizando o tempo de serviço.

III) Criar critérios para o exercício de função gratificada.

IV) Modificação do interstício para promoção por escolaridade de 5 anos para anualmente.

Atualmente, pelo Plano de Carreira, o servidor deve permanecer no mesmo nível de escolaridade por 5 anos, obter 5 avaliações de desempenho e não utilizar este tempo para a progressão por tempo. É uma carreira em que ninguém conquista valorização profissional.

V) Cumprimento do Termo de Acordo de 2010 com o pagamento integral dos dias de paralisação da campanha salarial educacional 2010.

As situações de paralisações realizadas em 2010 ainda precisam ser resolvidas com o pagamento do salário aos que tiveram o ponto cortado. A Secretaria afirmou que está providenciando o cumprimento desta reivindicação.

VI) Regulamentação da jornada de 30 horas.

Segundo a Secretaria, este ponto está suspenso até a publicação do Acórdão sobre a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei 11738/08.

VII) Que o estágio probatório faça parte do interstício para promoção por escolaridade adicional.

Atualmente, somente após o cumprimento de 3 anos de estágio probatório começa a contagem do período de 5 anos para mudança de nível. Por isso o servidor que começa a trabalhar na rede estadual demora, no mínimo, 8 anos para ter a sua primeira promoção por escolaridade.

VIII) Que os profissionais da educação que atuam em APAES tenham os mesmos direitos relativos à progressão, à promoção e quaisquer outras políticas remuneratórias.

Atualmente os servidores estaduais que trabalham em APAEs ficam impedidos de qualquer movimentação na carreira, seja promoção ou progressão. Além disso, não recebem o Prêmio por produtividade.

IX) Que o servidor afastado em função de licença médica tenha direito à promoção por escolaridade adicional.

Caso o servidor não cumpra, dentro de um ano, 150 dias de efetivo exercício, ele não será avaliado. Sem avaliação, ele não terá direito a promoção por escolaridade. A questão neste caso é que a licença médica e a licença maternidade não são consideradas como dias de efetivo exercício. Isso significa que, além de enfrentar a doença, o servidor é punido pelo Estado.

X) Garantia de 1/3 da jornada de trabalho do professor para atividades de estudo e planejamento.

Segundo a Secretaria, este ponto está suspenso até a publicação do Acórdão sobre a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei 11738/08.

Todas as demandas de carreira foram apresentadas e discutidas, mas a Secretaria de Educação não apresentou nenhuma data para o atendimento das nossas reivindicações.

Próxima reunião:

Será no dia 30 de maio, às 9:00, na Cidade Administrativa

Assuntos: Minuta do Edital do Concurso Público, e discussão da pauta de reivindicações da categoria eixo Vínculo funcional (situação dos efetivados e ajustamento funcional).

FIQUE ATENTO/A E FAÇA A SUA OPÇÃO

Ao optar pelo subsídio, o servidor abre mão de tudo o que conquistou ao longo da sua vida funcional. Abre mão também de adquirir novos benefícios, descaracterizando em definitivo sua carreira.

Aos que não têm carreira e optarem pelo subsídio, abrem mão em definitivo de conquistar uma carreira. Por ser parcela única, o subsídio descaracteriza o vencimento básico e as demais vantagens e gratificações que o servidor receba. Por isso, a assembleia da categoria aprovou a orientação de que todos os servidores devem optar por retornar à remuneração constituída de vencimento básico, ou seja, devem sair do subsídio.

Esta é a única possibilidade de fortalecermos a luta pelo Piso Salarial. Se a maioria da categoria for para o subsídio, o Estado não precisará se preocupar em discutir o Piso Salarial e, desta forma, abandonaremos a discussão de preservar o que cada um/uma conquistou em sua vida funcional.

Se sair do subsídio agora teremos ainda outra oportunidade de retornar a ele, conforme artigo 5º, parágrafo 3º da Lei 18.975/10. Se ficarmos, perderemos em definitivo a possibilidade de receber o Piso Salarial.

O pagamento por subsídio é a estratégia do Governo do Estado para não pagar o Piso Salarial Profissional Nacional e desvalorizar a carreira. 

Fonte: Sind-UTE  

domingo, 15 de maio de 2011

Subsídio é a estratégia do governo para não pagar o piso salarial

Os servidores da educação estão diante de um dilema: a escolha sobre a forma de remuneração. São duas as opções: subsídio ou remuneração composta de vencimento básico, vantagens temporárias e permanentes. O Sind-UTE/MG solicitou ao Governo do Estado que este prazo fosse prorrogado, uma vez que a categoria está insegura quanto ao seu futuro. O Governo não atendeu e parece ter pressa e interesse de que os servidores optem pelo subsídio. O sindicato, por sua vez, está orientando a categoria a optar pela remuneração composta de vencimento básico.

O subsídio é uma forma de remuneração adotada para os agentes políticos, ou seja, para aqueles que não têm carreira, que não agregam nenhum outro valor ao salário que recebem por estar num exercício temporário de função política. É com esta lógica de descaracterizar a carreira que o Governo de Minas apresentou esta forma de remuneração aos servidores da educação.

Nos últimos anos, ao contrário do que se tem dito em peças publicitárias, os profissionais da educação sofreram um processo de empobrecimento e de reorganização da carreira. O empobrecimento resultou no fato de 60% da categoria ter remuneração de até R$ 935,00, aposentados com salário inferior ao salário mínimo nacional. A reorganização da carreira resultou em uma profissão sem perspectiva de futuro, pois o Estado passou a gerenciar e a controlar a remuneração de maneira que o vencimento básico inicial de um professor com nível médio de escolaridade é de R$369,00 e com licenciatura plena é de R$550,00. Passou a considerar benefícios adquiridos pelo servidor como quinquênio, gratificação de pós graduação, gratificação de regência como penduricalhos que deveriam ser extintos. O resultado foi a formação de uma nova categoria de profissionais da educação: os que ingressaram no Estado a partir de 2003, que foram colocados em tabelas com baixos vencimentos básicos e não adquirem mais nada.

O subsídio é uma forma de remuneração para quem não tem perspectiva de carreira. Enquanto isso, os servidores que dedicaram a vida à escola pública estadual são marginalizados por esta nova política de remuneração, são puxados novamente para o início da carreira, mesmo estando próximo da aposentadoria.

Ao optar pelo subsídio, o servidor abre mão de tudo o que conquistou ao longo da sua vida funcional. Abre mão também de adquirir novos benefícios, descaracterizando em definitivo sua carreira. Aos que não têm carreira e optarem pelo subsídio, abrem mão em definitivo de conquistar uma carreira.

Por ser parcela única, o subsídio descaracteriza o vencimento básico e as demais vantagens e gratificações que o servidor receba. Por isso, a assembleia da categoria aprovou a orientação de que todos os servidores devem optar por retornar à remuneração constituída de vencimento básico, ou seja, devem sair do subsídio.

Esta é a única possibilidade de fortalecermos a luta pelo piso salarial. Se a maioria da categoria for para o subsídio, o Estado não precisará se preocupar em discutir o Piso Salarial e, desta forma, abandonaremos a discussão de preservar o que cada um/uma conquistou em sua vida funcional.

Se sair do subsídio agora, teremos ainda outra oportunidade de retornar a ele, conforme artigo 5º, parágrafo 3º da Lei 18.975/10. Se ficarmos, perderemos em definitivo a possibilidade de receber o Piso Salarial.

O pagamento por subsídio é a estratégia do Governo do Estado para não pagar o Piso Salarial Profissional Nacional e desvalorizar a carreira.
Beatriz da Silva Cerqueira
Coordenadora Geral do Sind-UTE/ MG

Mais de 5 mil trabalhadores cobram cumprimento do Piso Salarial em Audiência Pública na ALMG


Trabalhadores/as em educação da rede estadual lotaram a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na tarde dessa quarta-feira, 04/05, para acompanhar a Audiência Pública, realizada pela Comissão de Administração Pública. Em pauta, a discussão da implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) em Minas Gerais. Na oportunidade, foi repassado o anúncio do Governo do Estado: a prorrogação por um prazo de 30 dias para os/as trabalhadores/as optarem pelo subsídio, ou permanecerem no atual sistema de remuneração. O prazo inicial para fazer a opção por uma das carreiras seria até amanhã, dia 6 de maio.

Na avaliação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) essa é uma estratégia do Governo do Estado - ganhar tempo para convencer a categoria a optar pelo subsídio, pois assim não precisaria pagar o Piso Salarial aos trabalhadores. Sobre o Piso Salarial, o Governo também limitou-se a dizer que aguarda publicação do Acórdão, que formaliza a decisão do Supremo Tribunal Federal, conforme julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 4.167, que trata do PSPN.

Participaram do debate o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, Deputados Rogério Correa, Adelmo Carneiro Leão, Paulo Lamac, Almir Paraca, Bonifácio Mourão, Gustavo Correa, Bosco, Paulo Guedes, Maria Teresa Lara, Antônio Júlio, Elismar Prado, Durval Ângelo, Ivair Nogueira e Ulysses Gomes. As Secretárias de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena e de Educação, Ana Lúcia Gazola foram convidadas, porém não compareceram, apenas mandaram representantes.




Beatriz Cerqueira disse que a política remuneratória implantada pelo Governo mineiro desde 2003 não traz nenhuma perspectiva de futuro. Esta política marginalizou os servidores aposentados, desvalorizou os servidores com tempo de serviço e acabou com a perspectiva de futuro para os que ingressaram recentemente na Rede Estadual. “Temos que exigir a implantação do Piso Salarial e melhores condições de trabalho para termos em Minas uma educação pública de qualidade no estado e uma categoria merecidamente reconhecida”, afirmou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, foi enfático em dizer que a lei é clara, precisa ser cumprida e fez um apelo. “Que os trabalhadores mineiros mantenham essa força e exijam o imediato cumprimento do Piso em Minas Gerais.”

Categoria conquista a realização da Audiência no Plenário. A Audiência Pública foi realizada em função da solicitação feita pelo Sind-UTE/ MG. O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Corrêa, líder do bloco de oposição Minas sem Censura e seria realizada no Plenarinho IV. Porém, a reunião contou com aproximadamente com a participação 5 mil trabalhadores/as de todo o estado que foram cobrar do Governo do Estado a imediata implementação do Piso Salarial e ficou impossível a realização da reunião no local definido inicialmente.

 


A Audiência Pública foi transferida para o Plenário da ALMG com transmissão ao vivo da TV Assembleia após a pressão da categoria que lotou as galerias, corredores e a sala de café.

Calendário -  Na ocasião, o Sind-UTE/MG prometeu intensificar a mobilização em prol do cumprimento do PSPN. No dia 11/5, o Sindicato estará em Brasília junto com outras entidades sindicais para realização de ato público em defesa do Piso Salarial e, no dia 31/5, outra Assembléia Estadual em Minas Gerais está marcada com manutenção do indicativo de greve.

Fonte: Sind-UTE

SIND-UTE PARTICIPA DE ATO EM BRASÍLIA




O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) participou no dia  11/5, de mobilização nacional em Brasília, em defesa do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A Caravana de Minas Gerais foi uma das maiores - 25 ônibus seguiram com destino ao Distrito Federal, com representantes de todo o Estado. A concentração estava marcada para às 9h e, às 9h30, uma comissão se reuniu com o Ministro da Educação, Fernando Haddad para viabilizar a implantação do Piso Salarial Nacional no Brasil. De acordo com a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, este é o momento de unir esforços com a categoria de outros Estados para fazer valer o Piso Salarial no Brasil. “Temos que exigir a implantação do PSPN e também melhores condições de trabalho para termos uma educação pública de qualidade nos estados e uma categoria merecidamente reconhecida”.



O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, afirma que a lei é clara e não deve ser interpretada de maneira distorcida. “Existe a história de que o pagamento do Piso quebra os cofres públicos, mas o que compromete o orçamento dos estados e municípios é a corrupção”.  

Direito - O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou no último dia 06/04, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4.167, que questionava a lei que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional. Pela decisão do Supremo, o Piso Salarial é composto pelo vencimento básico da carreira, excluídas as vantagens e gratificações pessoais. O questionamento no Supremo foi feito pelos governadores do Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, sob o argumento de que os estados não teriam condições financeiras de instituir o Piso em seus respectivos Estados.

Minas Gerais não paga o Piso. No Estado o vencimento básico de um professor com nível médio de escolaridade é de R$369,00. O subsídio implantado através da Lei 18.975/10, não corresponde ao Piso salarial. A composição do subsídio é o total da remuneração. A decisão do STF reconhece que o Piso é constituído apenas de vencimento básico, excluindo qualquer gratificação ou vantagem pessoal.

Confira abaixo como foi a programação:

9:00 – Concentração na tenda da CNTE (em frente ao Congresso Nacional)
10:00 – Visita aos gabinete dos parlamentares (Câmara dos Deputados)
14:30 – Audiência Pública na Comissão Especial do PNE (Plenário 10, do Anexo II, da Câmara dos Deputados)
17:00 – Panfletagem aos prefeitos/as (entradas do Congresso Nacional) 

Subsede Viçosa Participa de Ato em Brasília

A Subsede do Sind-UTE de Viçosa esteve no dia 11 de maio, em Brasília , participando da mobilização Nacional em defesa do Piso Salarial Nacional e aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação). Com uma delegação expressiva formada por bravos companheiros que largaram seus afazeres para ingressar em uma viagem de 24 horas de duração, Viçosa esteve representada neste ato convocado pela CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Paulo Gustavo Grossi da Silva
Professor de História e Filosofia
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa

Sind-UTE/MG realiza Seminário para discutir Piso Salarial nas Redes Muninicipais


Ainda em tempo, no dia 30 de Abril de 2011 o Sind-UTE realizou um Seminário com as redes municipais filiadas à entidade para debater o cumprimento da Lei 11.738/08 (A Lei do PISO Nacional).

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para o magistério é vencimento básico, inicial de carreira, excluídas vantagens e gratificações. Há ainda uma proporção para os demais cargos de carreira da educação que precisa ser respeitada. Com a decisão do Supremo, torna-se fundamental a nossa organização - não apenas no que se refere a salário, como também relativo à carreira e jornada.

A atividade contou com a participação da Subseção do Dieese e Assessoria Jurídica do Sind-UTE/MG. A Subsede Viçosa foi representada pelos diretores: Angelita Maria de Freitas e Paulo Gustavo Grossi da Silva e pela diretora estadual Ana Lúcia.

Os palestrantes do DIESE souberam explicitar muito bem os problemas que deverão ser solucionados pelas redes municipais de educação, e como estes deverão proceder para fazer cumprir a lei federal que instituiu o Piso Nacional do Magistério. A lei como foi demonstrado é extremamente justa com os municípios uma vez que ele já prevê que os municípios que não puderem arcar com o custo do piso, deverão pedir uma complementação ao MEC, que já tem recursos alocados para este fim. 

O Piso e a Rede Municipal de Viçosa

A Rede Municipal de Viçosa não paga o Piso Nacional que pelo cálculo do MEC é de 1.187,00 para professores de nível médio de escolaridade e para uma jornada de até 40 horas semanais. A partir da reunião deste sábado (30/04) a diretoria tem traçado estratégias para reabrir o diálogo com o município, coisa que até agora não aconteceu, não pela luta do Sind-UTE Viçosa, e sim pelo descaso da administração municipal com a educação. A diretoria está ciente do seu dever para com a solução dos problemas mais imediatos dos servidores municipais de Viçosa, no entanto estamos trabalhado para a solução desses problemas e para plena efetivação do Piso Salarial Nacional em nosso município, além de um jornada e uma carreira mais justa para todos.


Paulo Gustavo Grossi da Silva
Professor de História e Filosofia 
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa