sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ausência de governistas encerra sessão na Assembleia Legislativa

Por falta de quórum, reunião ordinária termina mais cedo. Nos bastidores, base e oposição vivem impasse em torno de revisão salarial para professores estaduais

Publicação: 04/08/2011 18:17 Atualização: 04/08/2011 19:23

Sessão plenária na ALMG foi marcada pela ausência dos
deputados da base governista
Depois de os deputados governistas tentarem esvaziar o plenário da Assembleia Legislativa por falta de acordo para as votações na Casa, nesta quinta-feira, a oposição respondeu “dando o troco”. Cerca de uma hora após o início da reunião ordinária, o líder da minoria, deputado Rogério Correia (PT), alegou falta de quórum e determinou o fim da sessão, mais cedo que o costume. Nos bastidores, base e oposição vivem o embate sobre a revisão salarial para os professores em Minas. "Não há obstrução da pauta. Estamos tentando fazer com que o governo cumpra o acordo feito no mês passado para destravar as votações", explica Correia."Contamos que o governo estabeleça o diálogo", acrescenta.

Segundo o líder do governo na Casa, deputado Luiz Humberto (PSDB), o governo “está trabalhando na linha de subsídio e vai promover abertura de concurso público” para enfrentar a situação de insatisfação entre os professores. Ausente na sessão desta quinta, o tucano afirmou que a pauta da Casa “não tem projetos de urgência”. “São apenas requerimentos e o crédito para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG)”, acrescentou, tentando justificar a ausência dos governistas na Assembleia No entanto, até o meio do ano que vem, os parlamentares terão que votar 1,3 mil projetos que carregam a pauta, antes de começarem a se movimentar para as eleições municipais. 

Enquanto isso, o bloco da minoria - PT, PMDB, PCdoB e PRB - tenta retirar, por meio do Ministério Público, a propaganda institucional do governo Antonio Anastasia (PSDB), que alega que o vencimento estadual é superior ao piso nacional da educação. A Promotoria de Educação vai dar resposta à comissão que cuida do caso na semana que vem. Por outro lado, o governo alega que está aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a revisão salarial da classe.

Fonte: Jornal Estado de Minas

Sind-UTE convoca reunião com toda a comunidade escolar



O Sind-UTE Viçosa convoca os pais de alunos, profissionais da Educação da Rede Estadual e alunos para uma importantíssima reunião que será realizada:

Dia: 05 de agosto (sexta-feira) às 18h00min
Local: Ginásio da ASAV em Viçosa á rua do Pintinho n°355, Bairro Bela Vista

Pauta:

* Esclarecimentos sobre a continuidade da greve e o não cumprimento da lei federal 11.738/2008, que estabeleceu o Piso Nacional Salarial para educação.


Sua presença é muito importante. Não se omita, lute!

Paulo Gustavo Grossi da Silva
Professor de História e Filosofia
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Giro de Notícias sobre a Greve em Minas Gerais

Professores mantêm greve iniciada no dia 8 de junho

A categoria reivindica a adoção do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para os professores de nível médio e jornada de 24 horas semanais

Thaís Mota - Do Portal Hoje em Dia - 3/08/2011 - 19:09

      LUCAS PRATES
Após Assembleia, os professores saíram em caminhada até o centro da cidade






Os professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais decidiram manter a greve iniciada no dia 8 de junho. A categoria fez assembleia nesta quarta-feira (3) no pátio da Assembleia Legislativa, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, de onde saíram em passeata até o Centro da cidade. Após ocupar as escadarias da Igreja São José, interditaram a Avenida Afonso Pena os dois sentidos. A próxima assembleia acontece às 14 horas da terça-feira (9), também na AL.

Segundo a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, a categoria reivindica a adoção do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) para os professores de nível médio e jornada de 24 horas semanais. "Quem não reagiria a um vencimento básico de R$ 369 pra nível médio de escolaridade, como é aqui em Minas?", perguntou, indignada.

A Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou, por meio de nota, que o piso salarial pago aos profissionais da Educação em Minas Gerais é superior ao estabelecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). "Considerando-se a regra da proporcionalidade para a jornada de trabalho, o valor pago pelo Governo de Minas aos professores com nível médio de formação é 57,55% superior ao valor estabelecido pelo piso nacional, respeitando, assim, a lei do piso".

Piso

O PSPN foi instituído em 16 de julho de 2008 e estabelece o vencimento básico de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas semanais para professores com formação em nível médio.Em Minas, a jornada de trabalho dos profissionais é de 24 horas. A Secretaria de Estado da Educação informou que "a menor remuneração paga a um professor de nível médio de escolaridade é de R$ 1.122,00 para uma jornada de 24 horas semanais de trabalho".

Manifestação de professores gera caos no trânsito

Grevistas interditaram a Avenida Afonso Pena em frente à Igreja São José, no Centro da capital

Iêva Tatiana - Do Hoje em Dia - 3/08/2011 - 16:31. Última Atualização: 17:01

Professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais voltaram a se reunir, na tarde desta quarta-feira (3), para decidir se irão dar continuidade à greve iniciada no dia 8 de junho. O encontro aconteceu no pátio da Assembleia Legislativa, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Após a votação, os manifestantes seguiram em passeata pelo Centro da cidade e interditaram os dois sentidos da Avenida Afonso Pena, em frente à Igreja São José. A assessoria do Sind-UTE/MG informou que acredita que a greve deverá ser mantida.

O Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) estima que mais de mil grevistas estiveram na Assembleia, mas segundo a assessoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), cerca de seis mil servidores participaram do ato.

Professores mantêm greve e tumultuam trânsito no centro
Publicado no Jornal OTEMPO em 04/08/2011


Em assembleia, servidores votaram pela 
continuidade da greve - Felipe Batista/Divulgação
Os servidores da educação da rede estadual de Minas decidiram ontem, durante uma assembleia, permanecer em greve até que seja estabelecido um acordo com o governo do Estado. Após o encontro na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), 6.000 professores, segundo números do sindicato, seguiram a pé do bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, até a igreja São José na avenida Afonso Pena. A greve da categoria dura 56 dias.

Governo não aceita o valor pedido pela categoria , mas diz que aceita negociar.

Ontem, os manifestantes fecharam os dois sentidos da Afonso Pena e o caos no trânsito foi completo, principalmente nas avenidas Amazonas e Augusto de Lima. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o tráfego ficou completamente parado por duas horas e meia.

Os professores exigem o pagamento de um piso salarial de R$ 1.597 para uma jornada de 40 horas semanais que, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), é o valor mínimo pago em nível nacional. O Sind-UTE afirma que em Minas o piso atual é de R$ 369 para 24 horas por semana. A greve já dura 56 dias. A Secretaria de Estado de Educação (SEE) contesta e afirma que o piso dos professores no Estado é de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas semanais.

No regime salarial de subsídio, em vigor atualmente, os professores recebem R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais. A secretaria entende o valor como sendo superior ao piso nacional, já que a carga horária é menor.

O regime do subsídio agrega, desde janeiro deste ano, os benefícios dos servidores em um salário fixo. O antigo regime de remuneração estabelecia um salário fixo com a incorporação das gratificações. Os servidores poderão optar por um dos regimes oferecidos pela secretaria até a próxima quarta-feira, dia 10. Um dia antes, o sindicato pretende fazer uma reunião com a categoria para convencer os servidores a retomarem o regime de remuneração.

Segundo o sindicato, o regime é a forma salarial que traz mais benefícios para a categoria. "Queremos que o governo, além de nos conceder o piso salarial, também mantenha os benefícios para que tenhamos um plano de carreira", disse a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira.

O governo cortou o ponto dos grevistas, que só receberam pelos oito dias trabalhados em junho.

A polêmica do piso salarial

O trânsito parou na avenida Amazonas
Daniel Iglesias/Divulgação
O que dizem os professores: O reajuste no piso salarial é a principal reivindicação da categoria, que está em greve há 56 dias. 

Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Minas (Sind-UTE), o piso salarial nacional da categoria é estabelecido em R$ 1.597 para profissionais com escolaridade de nível médio e uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. 

Em Minas , no entanto, segundo o sindicato da categoria, os servidores com nível médio recebem piso de R$ 369 para 24 horas semanais.

O que o Estado alega 


A Secretaria de Estado de Educação de Minas contesta os números apresentados pelo sindicato dos professores e afirma que o piso salarial nacional da categoria é fixado em R$ 1.187 para os servidores com nível de escolaridade médio e uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. 

Ainda de acordo com a secretaria, com a recente criação do regime de subsídio, o menor salário pago a um professor em Minas Gerais supera o índice nacional e é de R$ 1.122, mas para uma jornada de 24 horas semanais.


Professores mantêm greve e param Centro

Após assembleia, servidores interditaram os dois sentidos da Afonso Pena

NATÁLIA OLIVEIRA                                                                            Publicado no Super Notícia em 04/08/2011
natalia.oliveira@otempo.com.br

Milhares de Professores se reuniram na ALMG
Felipe Batista

Os servidores da educação da rede estadual de Minas decidiram ontem, em assembleia, permanecer em greve até que seja estabelecido um acordo com o governo do Estado. Após o encontro na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), milhares de professores seguiram à pé do bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, até a igreja São José, na avenida Afonso Pena, no centro. Como os manifestantes fecharam os dois sentidos da via, o caos no trânsito foi percebido em todo o hipercentro, principalmente nas avenidas Amazonas e Augusto de Lima. Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o tráfego ficou completamente parado por duas horas e meia.

A principal reivindicação dos professores é o reajuste para atingir o piso salarial nacional de R$ 1.597 para uma jornada de 40 horas semanais. Atualmente, o piso é de R$ 369 para 24 horas por semana, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE). A greve já dura 56 dias.

O impasse permanece entre a categoria e a Secretaria de Estado da Educação (SEE). O órgão afirma que o piso praticado é de R$ 1.187 para 40 horas semanais. No regime salarial de subsídio, em vigor atualmente, os professores recebem R$ 1.122 para de 24 horas semanais. A SEE entende o valor como sendo superior ao piso nacional, já que a carga horária é menor.

Regimes salariais 

O regime do subsídio agrega, desde janeiro deste ano, os benefícios dos servidores em um salário fixo. O antigo regime de remuneração estabelecia um salário fixo com a incorporação das gratificações. Os servidores poderão optar por um dos regimes oferecidos pela secretaria até a próxima quarta-feira.

Diretoras do Sind-UTE em Ipatinga iniciam greve de fome em defesa dos direitos da categoria

PRISCILA COLEN                                                                                           Publicado no O Tempo em 04/08/2011
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Duas diretoras do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, decidiram iniciar uma greve de fome em defesa dos direitos da categoria. Desde terça-feira (2) elas estão "acampadas" na sala de espera do gabinete da prefeitura, ingerindo apenas água.

A greve de fome teve início depois que a prefeitura municipal se recusou a dar continuidade às negociações com os professores. "Na reunião que ocorreu na terça-feira eles receberam a nossa contraproposta e disseram que não iriam dar mais respostas", comenta Feliciana Saldanha, umas das grevistas. Encarando isso com o fim das negociações, elas decidiram começar a greve.

Desde então, elas já foram examinadas por um médico da prefeitura e receberam a visita de militares do Corpo de Bombeiros. "Tem que haver negociação", alerta Saldanha. O que os professores de Ipatinga pedem não é diferente do que requerem os profissionais da rede estadual. "O objetivo das duas greves é o mesmo - a instauração do piso salarial dos educadores", explica. "O que difere são questões funcionais", comenta.

Assim como os professores da rede estadual, os professores da rede municipal de Ipatinga já estão em greve há quase 60 dias. Uma nova assembleia está marcada para esta sexta-feira (5), às 16h30, na cidade. Os professores esperam que a prefeitura avalie o documento entregue na última rodada de negociações (a contraproposta) e atenda às reivindicações da categoria.

Rede estadual

Os servidores da educação da rede estadual de Minas decidiram nesta quarta-feira (3), durante uma assembleia, permanecer em greve até que seja estabelecido um acordo com o governo do Estado. Após o encontro na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), 6.000 professores, segundo números do sindicato, seguiram a pé do bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul, até a igreja São José na avenida Afonso Pena. A greve da categoria dura 56 dias.

Os manifestantes fecharam os dois sentidos da Afonso Pena e o caos no trânsito foi completo, principalmente nas avenidas Amazonas e Augusto de Lima. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), o tráfego ficou completamente parado por duas horas e meia.

Os professores exigem o pagamento de um piso salarial de R$ 1.597 para uma jornada de 40 horas semanais que, segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), é o valor mínimo pago em nível nacional. O Sind-UTE afirma que em Minas o piso atual é de R$ 369 para 24 horas por semana.

Atualizado às 17h07.

Jornal da Alterosa 2ª Edição

Professores decidem manter a greve

Link para o vídeo - clique aqui

Rede Bandeirantes

Programa Minas Urgente


Paulo Gustavo Grossi da Silva
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa

A greve da Educação continua por tempo indeterminado

Decisão foi tirada em assembleia estadual na tarde de ontem
Cerca de 6 mil trabalhadores decidiram ontem (03/08), em Assembleia estadual, no Pátio da ALMG, em Belo Horizonte, que a greve da educação continua por tempo indeterminado. A decisão é uma resposta da categoria ao governo de Minas, que insiste em não abrir negociações.

O Sindicato orienta a categoria a fazer a opção pela remuneração na forma de vencimento básico e o prazo dado pelo governo para essa decisão vai até o dia 10 de agosto.

“O Governo de Minas Gerais continua intolerante e irredutível na negociação com os trabalhadores em educação, em greve desde o dia 8 de junho. A categoria exige implantação do Piso Salarial Profissional Nacional, PSPN. Trata-se da Lei Federal 11.738/2008 e por isso a greve continua”, afirma a coordenadora geral do SInd-UTE/MG, Beatriz Cerqueira.

Após a Assembleia Estadual, os trabalhadores em educação seguiram em passeata até o centro de Belo Horizonte, para um Ato Público em Defesa do Piso Salarial, nas escadarias da Igreja São José, com a presença de várias entidades, entre elas: Ordem dos Advogados do Brasil/MG (OAB); Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais; Regional Leste II da CNBB; Ordem dos Frades Carmelitas; Conferência dos Religiosos do Brasil; Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Sindicato dos Eletricitários (Sindeletro); Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindfisco/MG); Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Internacional da Educação (IE); Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas (AMES).

Calendário de Mobilização

09/08 – Assembleia Estadual no Pátio da ALMG
10/08 - Dia Nacional de Mobilização em Brasília. Essa é também a data limite para a opção pela remuneração em forma de vencimento básico.
11/08 – participação de audiência em Janaúba, duante o Fórum Técnico de Segurança Pública.
12/08 – Conferência Regional do trabalho decente em Araxá.
16/08 – Paralisação Nacional – Jornada Nacional pelo Piso, Carreira e PNE (em Brasília)

Reivindicações

Os trabalhadores em Educação reivindicam o imediato cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que regulamenta o Piso Salarial, que hoje é de R$ 1.597,87, para uma jornada de 24 horas e ensino médio completo. Minas Gerais paga, hoje, o Piso de R$ 369,00 que, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE), é considerado o pior Piso Salarial dos 27 estados brasileiros.

A direção do Sind-UTE/MG denuncia que o Estado não investe significativamente em um serviço essencial para o desenvolvimento social e rebate as acusações e inverdades amplamente divulgas em toda a mídia.

Em respeito à verdade: o nosso contracheque

O Sindicato afirma que o Governo de Minas não paga o Piso Salarial, apesar de articular uma estratégia para confundir a sociedade, desmoralizar a categoria e, com isso, não realiza a negociação do cumprimento da Lei Federal que institui o Piso Nacional.

"A melhor prova de que o governo não paga o Piso Salarial é o 
contracheque de cada trabalhador”, afirma a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira. 

Confira, abaixo, alguns exemplos de vencimento básico:



Fotos da lotadíssima Assembleia do dia 03-08-2011:



















Fotos: Paulo Grossi (Sind-UTE Viçosa)
Texto: Sind-UTE - MG

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Carta de apoio a greve, da Associação dos Geógrafos Brasileiros - Seção Local Viçosa

Carta redigida pelo nosso nobre colega Roberto, professor de Geografia na Escola Estadual Dr. Raimundo Alves Torres (ESEDRAT).


Assembleia Estadual do Sind-UTE-MG


O Sind-UTE - MG convoca todos os profissionais da Educação de Minas Gerais para a Assembleia Estadual a ser realizada na praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais às 14:00 horas do dia 03-08-2011 - quarta-feira. 

Vamos todos juntos fortalecer a luta pelo cumprimento da Lei 11.738/2008 que estabelece o Pagamento do Piso Salarial Nacional a todos os profissionais da educação.

Estejamos unidos e firmes na luta, bravos colegas educadores, porque venceremos, apesar de toda a pressão deste governo.

Um forte abraço a todos, muita força e disposição na luta!

Paulo Gustavo Grossi da Silva
Diretor de Comunicação
Sind-UTE Viçosa

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cadê meu piso, governador?



O governo de Minas anunciou durante todo o final de semana que paga até mais que o piso salarial para os professores de Minas. Disse que o menor salário é de R$ 1.122,00 para o profissional com ensino médio. Pois estou exibindo hoje o meu contracheque, referente ao mês de julho de 2011, que prova que o governo mentiu para a população de Minas.

Como professor com ensino superior, PEB 3 B, pelo piso proporcional do MEC, que é aquele que o governo cita como referência, eu deveria receber, de salário inicial, R$ 1.091,84 + 20% de pó de giz + R$ 34,00 de auxílio transporte, totalizando R$ 1.344,20. E se aplicasse o terço de tempo extraclasse como manda a Lei Federal 11.738/2008, este valor subiria para R$ 1.512,23.

Mas, no lugar desses valores que são exigência constitucional, o governo de Minas me paga um piso de R$ 567,04 e com as gratificações citadas apresenta o total (sem o desconto de greve) de R$ 969,50. Com os descontos da greve, meu salário líquido será de R$ 477,17.

A mesma situação se verifica com mais de 85 mil educadores (por enquanto) que optaram pelo antigo sistema remuneratório, que o governo escondeu da população, para não ter que reconhecer que não paga o piso, ou melhor, que paga o pior vencimento básico do país: R$ 369,00 para o professor com ensino médio.

De uma só vez, o governo cometeu três ilegalidades: 1) reduziu o salário dos educadores para o salário de dezembro de 2010, após sete meses de vigência do novo salário com reajuste; b) não aplicou o piso salarial no vencimento básico no antigo sistema, o que representa um desrespeito grosseiro à Lei Federal, ainda mais considerando que o governo está fazendo propaganda afirmando para todos que já paga até mais do que o piso para todos os educadores; 3) cortou os dias de greve, quando a nossa greve é legal, é legítima e visa forçar o governo a cumprir a lei.

Com esses atos, fica claro para a população mineira e brasileira que estamos lidando com um governo sem compromisso com o social, com a democracia, com o respeito à liberdade de expressão - já que a nossa imprensa é quase toda comprada e não realiza um trabalho de jornalismo que mereça este nome. Além disso, o governo de Minas é o único responsável pela greve e pelos prejuízos que os alunos terão com a ausência das aulas. O ano letivo, obviamente está ameaçado por conta do governo, que não cumpre a lei e não paga o piso dos educadores.

Num grosseiro desrespeito à lei do piso, que é conquista nacional dos educadores, o governo de Minas tenta forçar um outro sistema remuneratório, o subsídio, que destrói o nosso plano de carreira, é salário total, não tem vencimento básico, incorpora gratificações e com isso fica descolado da Lei do Piso.

Não sei se algum órgão de imprensa terá a coragem de divulgar que em Minas, professores com 5, 10 ou 15 anos de casa, com curso superior, recebem de piso salarial o equivalente a um salário mínimo, quando, pela lei federal, deveriam estar recebendo no mínimo o dobro ou o triplo.

É uma vergonha para Minas Gerais ficar conhecida como o estado onde os educadores recebem o mais baixo piso salarial do país. Enquanto canta aos quatro ventos que bate recordes em arrecadação, a ponto de poder construir cidades administrativas, viadutos e estádios de futebol.

Até quando Minas e o Brasil aceitarão esta realidade de descaso para com os educadores e com a Educação pública? Justamente o ensino público, que pode proporcionar aos filhos dos trabalhadores de baixa renda uma formação crítica, que contrarie a cultura marcada pelo egoísmo, pela violência, e pela canalhice que os de cima oferecem como exemplo?

Em nome da nossa dignidade e dos nossos direitos constituídos em lei, continuaremos em greve. Até a nossa vitória final!

Um forte abraço a todos e força na luta!

Professor Euler Conrado - Blog do Euler

A negação da realidade como estratégia de afirmação de um projeto de governo

Nenhum projeto de governo está consolidado. 

O grupo político que ocupa o Poder Executivo como resultado das eleições precisa disputar permanentemente a opinião pública na perspectiva de convencê-la de que o projeto do governo atual é o melhor para a sociedade. 

Quem discorda tem o legítimo direito de se manifestar, se organizar e atuar na mesma sociedade. A manifestação de opinião sobre um projeto ou gestão de governo não é prerrogativa apenas de partidos políticos mas de cada cidadão que se organiza através de uma associação de bairros, uma entidade estudantil, uma agremiação esportiva, uma federação de indústrias, um clube de lojistas, um sindicato de trabalhadores, um movimento de quilombolas, sem terra, atingidos por barragens, etc, etc, etc.

A recente história da humanidade nos mostrou os resultados de governos que não aceitam a discordância e a pluralidade de opiniões . Fascismo, nazismo, ditaduras militares...

Para ter opinião não é necessário ser filiado à um partido político. Para isso a nossa Constituição nos garante o direito à liberdade de expressão, associação, manifestação...

Acho que o Governo do Estado não está preparado para conviver com a diversidade de opiniões, com críticas ao seus programas e com um movimento sindical autônomo e organizado na base.

Em vista à uma redação de um meio de comunicação mineiro neste período de recesso, alguns jornalistas me relataram o comportamento do governo ao responder o nosso movimento: "falam que o Sind-UTE mente muito, não diz a verdade e manipula as pessoas". O Governo nega a realidade que apresentamos sem qualquer embasamento e desqualificam as informações que a categoria afirmando serem "mentirosas".

A cada atividade nossa, o Governo intensifica a propaganda de seus projetos na educação como o que assistimos nos últimos dias sobre o Professor da Família. Negam a realidade que vivemos com propagandas de projetos que não são realidade no estado.

Ao afirmarmos que o Governo não paga o Piso, negam a realidade que está no contracheque das pessoas e reafirmam o subsídio.

Ao informarmos à sociedade que o percentual da nossa greve é de 50%, novamente negam o que está ocorrendo em todo o estado e afirmam que só há 1% em greve. Mas gastam milhões em publicidade para contrapor o nosso movimento.

Enfrentaremos nos próximos dias uma intensificação das propagandas do governo desqualificando a nossa greve, tentando desmoralizar o nosso sindicato e a tentativa de convencimento de permanecer no subsídio.

Por outro lado, mais de 70 mil profissionais da educação tiveram a mudança de remuneração publicada. Outros milhares que já fizeram o pedido, aguardam a publicação. Muitos colegas deixaram para fazer a opção perto do prazo final. Se levarmos em consideração que os colegas designados não podem optar, os aposentados que não tem paridade e portanto não foram para o subsídio, as direções e secretárias de escola que não foram para o subsídio e portanto não estarão em nenhuma estatística de retorno, a categoria já manifestou para o governo o que ela quer: o Piso Salarial como vencimento básico de acordo com a Lei Federal 11.738/08. 

Se não tivéssemos iniciado a greve no dia 08/06, o subsídio seria a forma de remuneração da rede estadual, com poucas exceções, não teríamos mais campanha salarial e estaríamos aguardando a boa vontade do governo para resolver os inúmeros problemas de carreira e da vida funcional. 

Todos que em Minas Gerais têm a coerência de manifestarem opiniões diferentes da construída pelo atual governo, que se organizam de maneira autônoma e reivindicam um Piso Salarial serão acusados de fazerem movimento político. É uma pena que o Governo ainda não saiba que todos nós somos seres políticos, por isso nos organizamos em sociedade. Do contrário viveríamos na barbárie. 

Já afirmou Paulo Freire que a educação é um ato político.

Beatriz Cerqueira
Coordenadora Geral do Sind-UTE-MG